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Foto: Divulgação/Semsa
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Medicamento tafenoquina em dose única será distribuído inicialmente em áreas prioritárias da Amazônia

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer um novo tratamento contra a malária voltado para crianças menores de 16 anos. O procedimento utiliza a tafenoquina na formulação pediátrica de 50 miligramas, indicada para pacientes com peso entre 10 e 35 quilos.

Até então, o medicamento era disponibilizado apenas para jovens e adultos a partir dos 16 anos. A inclusão da versão pediátrica amplia o acesso ao tratamento, já que o público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença registrados no país.

A distribuição do medicamento está sendo realizada de forma gradual, com prioridade para áreas da região Amazônica, onde há maior incidência da doença. Com a medida, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para reforçar as ações de controle da malária em todo o território nacional.

O Ministério da Saúde informou que o medicamento é indicado para pacientes diagnosticados com malária vivax (Plasmodium vivax), com peso superior a 10 quilos, desde que não estejam grávidas ou em período de amamentação.

Segundo a pasta, a nova formulação apresenta vantagens em relação ao tratamento anterior, que exigia uso de medicamentos por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.

“A nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”, informou o ministério.

O investimento na aquisição do medicamento foi de R$ 970 mil. Até o momento, o país já recebeu 64.800 doses que serão distribuídas em áreas com maior incidência da doença, como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.

Esses territórios concentram cerca de metade dos casos de malária entre crianças e adolescentes de até 15 anos. O primeiro a receber o medicamento foi o território Yanomami, que recebeu 14.550 comprimidos. A região já havia sido a primeira do país a receber a tafenoquina na versão de 150 miligramas, indicada para pacientes acima de 16 anos, em 2024.

O Ministério da Saúde destacou que a malária continua sendo um dos principais desafios de saúde pública na Amazônia, especialmente em áreas de difícil acesso e em territórios indígenas.

Entre as ações adotadas para enfrentar a doença estão o reforço do monitoramento, a ampliação da busca ativa de casos, a distribuição de testes rápidos e estratégias de controle do mosquito transmissor.

Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nas mortes pela doença.

Em nível nacional, o Brasil registrou em 2025 o menor número de casos de malária desde 1979, com 120.659 ocorrências, uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Nas áreas indígenas do país, a queda foi de 16% no mesmo período.

A região amazônica concentra 99% dos casos da doença no Brasil. Apenas no ano passado, foram registrados 117.879 casos na região.

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