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Foto: Fernando Frazão/ABr)
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Relatório internacional aponta queda de 42% na perda de cobertura arbórea, com destaque para estados da Amazônia

O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas em 2025, segundo levantamento do Global Forest Watch, divulgado pela World Resources Institute (WRI). Apesar do número elevado, o país registrou uma redução de 42% em relação a 2024.

A queda foi puxada principalmente pela diminuição das perdas sem uso do fogo — como desmatamento, corte raso e degradação natural — que atingiram o menor nível desde o início da série histórica, em 2001.

Amazônia puxa redução

Estados da região amazônica tiveram papel central na queda, entre eles Amazonas, Mato Grosso, Acre, Roraima e Mato Grosso do Sul, que juntos responderam por mais de 40% da redução registrada no país.

Por outro lado, o Maranhão foi o único estado a apresentar aumento na perda de cobertura arbórea no período.

Dados vão além do desmatamento

Os dados são produzidos pelo laboratório GLAD, da Universidade de Maryland, e consideram não apenas o desmatamento tradicional, mas também outros fatores que afetam a vegetação, como degradação florestal e morte natural.

Isso diferencia o levantamento de sistemas brasileiros como o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite, que mede principalmente o corte raso.

Impacto global

O desempenho brasileiro influenciou diretamente o cenário mundial. Em 2025, o planeta perdeu 4,3 milhões de hectares de florestas tropicais úmidas — uma queda de 35% em relação ao ano anterior.

Mesmo assim, o Brasil segue como o país com maior perda absoluta de cobertura arbórea, concentrando mais de 37% do total global. Em seguida aparecem Bolívia e República Democrática do Congo.

Incêndios ainda preocupam

Globalmente, os incêndios continuam sendo uma das principais causas de destruição florestal. Nos últimos três anos, o impacto do fogo dobrou em comparação às duas décadas anteriores.

Segundo a pesquisadora Elizabeth Goldman, apesar da melhora, os números ainda estão longe do necessário para cumprir a meta internacional de zerar a perda de florestas até 2030.

Pressão continua

A principal causa da perda florestal nos trópicos segue sendo a expansão agrícola, impulsionada tanto pela produção de commodities quanto pela agricultura de subsistência.

Especialistas apontam que, embora o Brasil tenha avançado na redução, será necessário manter políticas públicas, fiscalização e incentivos à preservação para consolidar a tendência de queda nos próximos anos.

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