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Foto: ASCOM / Federação Amazonense de Jiu-jitsu Paradesportivo (FAJJP)
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Modalidade já reúne mais de 100 paratletas federados e soma 20 medalhas em competições no primeiro semestre

Manaus — O parajiu-jitsu do Amazonas vive um momento de crescimento e consolidação no cenário esportivo nacional. A modalidade já conta com mais de 100 paratletas federados e está presente em cerca de 80% das academias de Manaus e do interior, segundo a Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Paradesportivo (FAJJP).

Apesar dos resultados expressivos, atletas e dirigentes ainda enfrentam dificuldades para participar de torneios fora do estado, principalmente pela falta de apoio financeiro para viagens e hospedagem.

Resultados expressivos no tatame

No primeiro semestre de 2026, os paratletas amazonenses disputaram duas competições nacionais e conquistaram 20 medalhas.

No 2º Campeonato Brasileiro de Parajiu-Jitsu Gi e No Gi, realizado em Niterói, a delegação trouxe 11 medalhas: três ouros, duas pratas e seis bronzes. Durante o evento, o presidente da FAJJP, Leandro Lucas, recebeu o Selo Internacional de Inclusão da World Parajiu-Jitsu Federation, reconhecimento pelo trabalho de destaque na modalidade.

Já na Copa Arnold de Parajiu-Jitsu, em São Paulo, o Amazonas conquistou nove medalhas — cinco ouros, duas pratas e duas bronzes — e terminou na quarta colocação geral entre as delegações.

Entre os medalhistas estão nomes como Ronaldo Silva, campeão na categoria e no absoluto da classe E3 faixa preta; Maurício Nogueira, campeão da categoria e vice no absoluto da classe A3 faixa preta; e Matheus Segadilha, campeão da categoria L2 faixa preta. Também se destacaram Fran Gennesis e Thiago Oliveira, com pódios em suas categorias e absolutos.

Inclusão e desafios

Para Leandro Lucas, o crescimento da modalidade reforça o papel de Manaus como celeiro de talentos:

“Manaus é celeiro de atletas e também paratletas do jiu-jitsu.”

Ele ressalta, no entanto, que a falta de apoio limita a participação em torneios nacionais e internacionais:

“Precisa de mais condições do poder público para que os paratletas possam competir em âmbitos nacionais e internacionais.”

Esporte como recomeço

Além das conquistas esportivas, o parajiu-jitsu tem desempenhado papel importante na inclusão social e no fortalecimento emocional de pessoas com deficiência. Para muitos, o tatame representa uma oportunidade de reconstrução física e psicológica.

“Desistir de praticar esporte não é opção. Venha para o tatame, que lá será bem acolhida, com muita empatia”, destacou Lucas.

Com resultados consistentes e crescente adesão, o parajiu-jitsu amazonense se consolida como referência nacional. O desafio agora é garantir maior apoio institucional e financeiro para que os atletas possam ampliar sua presença em competições e levar ainda mais longe o nome do Amazonas.

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