Iniciativa da Circo Caboclo transforma o circo em ferramenta de aprendizagem e inclusão social
O projeto Funâmbulos da Amazônia, desenvolvido pela companhia amazonense Circo Caboclo, chegou neste mês de junho à Casa Mamãe Margarida, em Manaus. A iniciativa, criada em 2025, ocupa instituições de ensino por até três meses, oferecendo oficinas gratuitas de tecido acrobático, bambolês e acrobacia de solo para crianças e adolescentes.
As aulas são semanais, abertas a todos os níveis, com limite de 20 vagas por turma. As inscrições são realizadas com apoio das instituições parceiras.
Formação artística e inclusão
Segundo o fundador da companhia, Jean Winder, o projeto busca aproximar os jovens da arte circense e estimular o desenvolvimento integral:
“O aluno que pratica circo aprende a cair e levantar, a rir dos erros e a persistir com leveza, porque o palco da vida também exige equilíbrio. Ao integrar o circo ao contexto escolar, reafirmamos que educar também é encantar.”
O projeto foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 007/2024, vinculado à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com execução do Governo do Amazonas e apoio do Ministério da Cultura.
Equipe multidisciplinar
Jean Winder, formado pela Escola Nacional de Circo (RJ) e pela Universidad Nacional de San Martín (Argentina), coordena o projeto. As oficinas são ministradas por:
- Fernanda Bezerra, bailarina e acrobata, graduada em Dança pela UEA;
- Ayla Taynã, artista circense, formada em Educação Física pela UFAM e mestre em Ensino das Artes pela UEA;
- Laísa Silva, atriz, coreógrafa e professora de ballet, estudante de Fisioterapia na UFAM.
📌 O Funâmbulos da Amazônia reafirma o papel da arte como instrumento de transformação social, ampliando o acesso à cultura e criando oportunidades para que crianças e jovens descubram novas formas de expressão e convivência.
Esse tipo de iniciativa mostra como o circo pode ser muito mais do que espetáculo: ele se torna uma poderosa ferramenta de educação e inclusão.



