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Foto: Samuel Silva / Divulgação
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Curta “Bayaroá” recebe Award of Merit no Best Shorts Competition e amplia reconhecimento internacional ao retratar a preservação da cultura indígena amazônica

O curta-metragem documental Bayaroá conquistou mais um reconhecimento internacional ao vencer o Award of Merit – Documentary Short na edição de junho de 2026 do Best Shorts Competition, nos Estados Unidos. A premiação reforça a trajetória do filme, que já acumula seleções e prêmios em festivais realizados no Brasil, Estados Unidos, Suécia e Índia.

Lançado oficialmente em Manaus no último dia 18 de junho, no Cine Teatro Guarany, o documentário retrata a memória, a resistência cultural e a preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazônia. A obra tem como protagonista o cacique Justino Pena, fundador do Espaço de Estudo da Língua Materna e Conhecimentos Tradicionais Indígenas Bayaroá, da comunidade Tukano.

O filme dialoga com a pesquisa de doutorado da produtora executiva Fabienne Priscila, desenvolvida na Universidade de Aveiro, em Portugal. O roteiro é assinado pela assessora pedagógica da educação indígena Eneida Afonso.

Ao longo da narrativa, Justino Pena compartilha sua trajetória desde o Alto Rio Negro até Manaus, onde passou a dedicar sua vida à preservação da língua materna, dos saberes ancestrais e da identidade cultural de seu povo. O documentário destaca a importância da transmissão desses conhecimentos entre gerações e da valorização das raízes indígenas também no contexto urbano.

Além da premiação mais recente, Bayaroá foi selecionado para o Tietê International Film Awards, no Brasil, e para o próprio Best Shorts Competition, nos Estados Unidos. O filme também recebeu indicação ao prêmio de Melhor Curta-Metragem Internacional no Swedish International Film Festival, na Suécia, conquistou Menção Honrosa no East Village New York Film Festival e venceu os prêmios de Melhor Curta-Metragem Internacional e Melhor Direção, concedido ao diretor Cleinaldo Marinho, no Reels International Film Festival, na Índia.

Para o diretor, o reconhecimento internacional valoriza o trabalho coletivo da equipe e amplia a visibilidade das narrativas amazônicas.

“Dirigir Bayaroá é gratificante, sobretudo pelo desafio de transformar um trabalho coletivo em uma obra que evidencia a importância da preservação da cultura dos povos tradicionais da Amazônia. A grandiosidade do filme está justamente em sua essência e no pertencimento cultural que carrega”, afirmou Cleinaldo Marinho.

A produtora executiva Fabienne Priscila destacou que as premiações representam o fortalecimento do protagonismo indígena no audiovisual.

“Cada prêmio conquistado por Bayaroá representa muito mais do que uma seleção internacional. É o reconhecimento da importância das narrativas indígenas produzidas na Amazônia e a prova de que histórias construídas a partir de experiências educativas e culturais desenvolvidas em comunidades indígenas urbanas possuem relevância universal”, ressaltou.

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