Trânsito e Transporte

Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica
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Corpo de Bombeiros registrou 234 ocorrências no primeiro semestre de 2026; especialista alerta para riscos de sobrecarga elétrica

O número de incêndios em residências registrados em Manaus alcançou o maior patamar dos últimos três anos. Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mostram que, entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizadas 234 ocorrências, alta de 39% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 168 registros, e de 69% na comparação com 2024, que somou 138 casos.

Os dados apontam uma tendência de crescimento ao longo do primeiro semestre. Em 2026, os meses de abril, com 48 ocorrências, e junho, com 51, concentraram o maior número de incêndios, sendo junho o mês com mais registros em todo o período analisado.

No primeiro semestre deste ano, foram registrados 27 incêndios em janeiro, 34 em fevereiro, 39 em março, 48 em abril, 35 em maio e 51 em junho.

Os casos recentes reforçam o cenário de aumento das ocorrências. Na segunda-feira (27), um incêndio atingiu um imóvel no Centro de Parintins, e uma pessoa precisou ser encaminhada ao hospital após inalar fumaça. No mesmo dia, duas casas foram destruídas por um incêndio em Manacapuru.

Em julho, uma mulher morreu e outra pessoa ficou gravemente ferida após um incêndio atingir seis residências em Careiro da Várzea. Em junho, outro incêndio destruiu uma casa entre os bairros Dom Pedro e Chapada, em Manaus. Já em março, um incêndio de grandes proporções atingiu diversas casas no bairro São Jorge, na zona oeste da capital, deixando pelo menos 30 famílias afetadas.

Segundo o engenheiro eletricista Amarildo Lima, a alta nas ocorrências está relacionada, principalmente, à sobrecarga das instalações elétricas e ao uso inadequado de equipamentos.

De acordo com o especialista, o aumento das temperaturas durante o verão amazônico leva muitas pessoas a utilizarem aparelhos como ar-condicionado e ventiladores por longos períodos, o que pode sobrecarregar redes elétricas que não foram dimensionadas para essa demanda. Ele também alerta para os riscos do uso de carregadores e equipamentos sem certificação.

O engenheiro recomenda que instalações elétricas sejam avaliadas por profissionais qualificados antes da inclusão de novos equipamentos, a fim de verificar se a rede suporta o aumento da carga e reduzir o risco de curtos-circuitos e incêndios.

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