Política e Economia

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
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Modelos mais modernos representam 77% dos equipamentos que serão usados na votação de outubro; sistemas passam por testes, auditorias e assinatura digital antes da eleição

A Justiça Eleitoral utilizará 563.910 urnas eletrônicas nas Eleições Gerais de 2026 para atender os mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em todo o país. Os equipamentos serão usados na escolha de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais, em votação marcada para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.

Quatro modelos de urnas estarão em operação: UE2022 (217.145 unidades), UE2020 (222.323), UE2015 (95.065) e UE2013 (29.377). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os modelos mais recentes, UE2022 e UE2020, representam 77% do total de equipamentos que serão utilizados neste pleito.

A distribuição das urnas é definida pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), de acordo com as necessidades de cada estado e zona eleitoral. Apesar das diferenças no design, todas possuem os mesmos recursos de funcionamento e segurança.

O modelo UE2022, fabricado em 2023, mantém praticamente as mesmas características técnicas da versão anterior, com pequenas alterações no gabinete. Já a UE2020 trouxe avanços como capacidade de processamento 18 vezes maior em relação ao modelo 2015, tela sensível ao toque para o terminal do mesário e certificação de segurança do hardware.

As urnas UE2015 introduziram QR Code nos Boletins de Urna (BU) e possibilitaram a criação do aplicativo Boletim na Mão, que permite a conferência dos resultados. O modelo UE2013, por sua vez, incorporou melhorias no sistema operacional e no tratamento criptográfico, recursos posteriormente mantidos nas versões seguintes.

O TSE reforça que as urnas eletrônicas funcionam exclusivamente com programas desenvolvidos pela própria Justiça Eleitoral. Antes da eleição, os sistemas passam pelo Teste Público de Segurança (TPS), que permite a especialistas identificar possíveis vulnerabilidades. Após essa etapa, os programas recebem assinatura digital e são lacrados em cerimônia pública.

Os códigos-fonte das urnas e dos sistemas eleitorais permanecem disponíveis para inspeção por entidades fiscalizadoras desde 2 de outubro de 2025 e ficarão acessíveis até 4 de setembro de 2026, quando será concluída a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão utilizados nas Eleições 2026.

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