Semsa capacita 48 profissionais para aumentar o acesso ao método, que tem eficácia superior a 99% e duração de até três anos
A Prefeitura de Manaus iniciou, nesta quarta-feira (19), uma nova etapa de capacitação de profissionais para ampliar a oferta do implante contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel na rede municipal de saúde. A meta da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é disponibilizar o procedimento em 60 unidades até o fim de 2026.
Atualmente, 28 unidades já oferecem o serviço. Ao todo, 48 profissionais serão treinados pela Semsa para realizar a inserção do método.
Capacitação terá oito turmas
A primeira turma foi formada por seis médicos e iniciou o treinamento na Unidade de Saúde da Família (USF) Armando Mendes, no bairro Cidade Nova, zona Norte.
Segundo a Semsa, serão realizadas oito turmas até novembro, com seis profissionais em cada grupo. A capacitação inclui conteúdo teórico, atividades com modelo anatômico e prática supervisionada de inserção do implante.
Além de preparar profissionais de unidades que ainda não oferecem o procedimento, o treinamento também contempla locais onde o serviço já existe, mas registra alta procura.
Método está disponível em toda a cidade
O implante contraceptivo começou a ser oferecido na rede municipal em janeiro de 2026, inicialmente para adolescentes a partir de 14 anos e mulheres e homens trans em situação de vulnerabilidade social.
Desde julho, o serviço foi ampliado para mulheres e homens trans de 14 a 49 anos que tenham interesse no método.
A oferta está presente nas zonas Norte, Sul, Leste, Oeste e rural, incluindo a Unidade Básica de Saúde Móvel, duas Unidades de Saúde Fluvial Rural e a Maternidade Moura Tapajóz.
Implante tem eficácia superior a 99%
O método consiste na inserção de um pequeno bastão sob a pele do braço. Segundo a Semsa, o implante libera etonogestrel e apresenta eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez, com duração de até três anos.
O dispositivo pode ser retirado a qualquer momento, permitindo o retorno da possibilidade de engravidar.
A médica de Família e Comunidade Fabíola Kelly Santos, que participou da capacitação, destacou que o método não depende do uso diário de medicamentos ou de aplicações periódicas.
A profissional também ressaltou que ampliar o número de médicos capacitados é importante para aumentar o acesso das mulheres a diferentes opções de contracepção.
Interesse pelo método aumenta na rede
A Semsa informou que a procura pelo implante tem sido alta. Por isso, a ampliação da capacitação deve permitir que mais unidades tenham profissionais habilitados para realizar o procedimento.
Na USF Parque das Tribos, por exemplo, uma nova profissional está sendo capacitada para aumentar a capacidade de atendimento da unidade.
Para utilizar o método, a pessoa interessada deve procurar uma unidade que ofereça o serviço e passar por avaliação clínica. O atendimento verifica possíveis contraindicações antes da inserção.
No caso das adolescentes, é necessário acompanhamento de um adulto responsável.
A lista de unidades e outras informações sobre o implante contraceptivo estão disponíveis no site da Semsa.



