Medida do Ministério da Agricultura amplia área sob controle da praga e cria zona tampão com 51 municípios do Amazonas
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou oito municípios do Amazonas como áreas sob quarentena para a mosca-da-carambola, praga que ameaça a produção de frutas. A medida inclui Manaus, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves.
A nova classificação foi publicada nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União, por meio da Portaria SDA/MAPA nº 1.675, de 26 de agosto de 2026.
Segundo o Mapa, uma área sob quarentena é aquela onde há presença da Bactrocera carambolae, nome científico da mosca-da-carambola, e são adotadas medidas oficiais para impedir que a praga se espalhe para outras regiões.
Além das áreas de quarentena, o ministério estabeleceu uma zona tampão com 51 municípios do Amazonas. Entre eles estão Parintins, Tefé, Coari, Tabatinga, Maués, Humaitá, Manicoré, São Gabriel da Cachoeira, Lábrea e Autazes.
Área sob quarentena foi ampliada
A nova portaria amplia a área que já estava sob quarentena no Amazonas.
Em dezembro de 2025, o Mapa havia classificado Itacoatiara, Manaus e Rio Preto da Eva como áreas sob quarentena. Naquele momento, municípios como Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Silves e Itapiranga faziam parte da zona tampão.
Com a atualização, esses municípios passam a integrar a área de controle mais restritivo da praga.
Praga ameaça produção de frutas
A mosca-da-carambola é considerada pelo Mapa um dos principais riscos à fruticultura brasileira. A praga pode atingir diferentes espécies de frutas.
As larvas se alimentam da polpa dos frutos, provocando apodrecimento e queda prematura. A infestação também pode comprometer a comercialização e o consumo da produção.
Por esse motivo, a presença da praga exige ações de monitoramento e controle para evitar sua dispersão.
Quais medidas são adotadas
Nas áreas classificadas como quarentena, estão previstas ações oficiais para controlar a população da mosca-da-carambola.
Entre as medidas estão:
- instalação e monitoramento de armadilhas;
- pulverização com iscas tóxicas;
- técnica de aniquilamento de machos;
- coleta e destruição de frutos infestados.
A classificação também busca impedir que a praga avance para outros estados e afete regiões produtoras de frutas.
Outros estados têm risco de introdução
A portaria atualizou ainda a classificação de risco para a introdução da mosca-da-carambola em outras unidades da Federação.
Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão foram classificados como áreas de alto risco.
Piauí, Goiás e Distrito Federal aparecem na categoria de risco médio.
Já 15 estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, foram classificados como de baixo risco.
A medida estabelece, portanto, diferentes níveis de prevenção e controle de acordo com o risco de introdução e disseminação da praga.



