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Foto: Jorge Alberto
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Estado registrou 1.167 focos entre os dias 1º e 7, enquanto seis municípios amazonenses aparecem entre os dez com mais ocorrências no país

O Amazonas liderou o número de focos de calor no Brasil na primeira semana de setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre os dias 1º e 7, foram registrados 1.167 focos no estado.

O número supera os registros do Pará, que teve 856 focos, e da Bahia, com 419 no mesmo período.

O avanço das queimadas ocorre no início do período de seca e sob influência do fenômeno El Niño. Nesta terça-feira (8), Manaus amanheceu encoberta por fumaça. Em outras áreas do estado, principalmente no Sul e na Região Metropolitana da capital, a qualidade do ar já apresenta níveis considerados ruins há mais de uma semana.

Seis municípios do AM estão entre os dez com mais focos

O Amazonas também concentra grande parte dos municípios com maior número de focos de calor no país.

Entre as dez cidades brasileiras com mais registros na primeira semana de setembro, seis são amazonenses: Novo Aripuanã, Manacapuru, Apuí, Autazes, Lábrea e Caapiranga.

Os outros quatro municípios do ranking ficam no Pará: Jacareacanga, Itaituba, Altamira e Trairão.

Número de focos pode superar 2025

Apesar de o Amazonas ter registrado uma redução de 82,2% nos focos de calor entre 2024 e 2025, os números de 2026 indicam uma possível mudança de cenário.

Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 4.545 focos de calor no estado. Já em 2026, até o dia 7 de setembro, o número chegou a 3.698 ocorrências.

O maior registro da série recente ocorreu em 2024, quando o Inpe contabilizou 25.499 focos de calor no Amazonas. Naquele ano, a estiagem intensa, associada ao El Niño e à baixa ocorrência de chuvas, contribuiu para o aumento das queimadas.

O cenário atual apresenta condições semelhantes, segundo especialistas e autoridades.

Bombeiros preveem pico de queimadas em setembro

O comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, afirmou em julho que a expectativa era de que o pico das queimadas ocorresse em setembro.

Para enfrentar o período de maior risco, o governo estadual lançou em maio a operação Amazonas Mais Verde, com reforço do efetivo para atuar no combate aos incêndios no interior.

Mais de 100 bombeiros foram enviados para municípios do estado, elevando o efetivo para 186 militares. Também foram contratados 153 brigadistas pelo governo estadual, além de agentes mobilizados diretamente pelas prefeituras.

A previsão apresentada pelo comando é chegar a cerca de 800 servidores, entre civis e militares, atuando simultaneamente no período de maior ocorrência de queimadas. O efetivo também poderá contar com apoio do governo federal por meio da Força Nacional.

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