Estrutura do Grupo Chibatão foi instalada na região do Tabocal e deve iniciar a primeira operação na próxima semana, com alívio de carga
O píer provisório flutuante do Grupo Chibatão chegou a Itacoatiara, no interior do Amazonas, na manhã desta sexta-feira (18). A estrutura foi instalada na região do Tabocal e faz parte da preparação logística para o período de estiagem no estado.
Após a chegada, as equipes posicionaram o píer e fixaram as boias que sustentam a estrutura no local onde serão realizadas as operações. O equipamento deixou Manaus na quinta-feira (17).
Os trabalhos agora estão concentrados nos últimos procedimentos de preparação. A primeira operação está prevista para a próxima semana e deve começar com o alívio de carga. A partir de outubro, as condições de navegabilidade continuarão sendo acompanhadas.
Caso seja necessário, o píer poderá realizar operações completas de transbordo e baldeação de cargas em Itacoatiara.
Estrutura será operada 24 horas
O píer utilizado pelo Grupo Chibatão neste ano é o mesmo que foi instalado durante a estiagem de 2024. Naquele período, quase 59 mil contêineres passaram por Itacoatiara.
A estrutura conta com três guindastes para movimentação de cargas e um equipamento de apoio. A previsão é de que a operação funcione 24 horas por dia e mobilize cerca de 150 profissionais.
Segundo o diretor executivo do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, a empresa também adotou novos processos de controle para a operação.
“Estamos 100% preparados para navegar com o píer até Itacoatiara e iniciar o processo de ancoragem e preparação final para receber os navios a partir da próxima semana”, afirmou.
Operação deve gerar empregos em Itacoatiara
Dos 150 profissionais previstos para trabalhar na operação, 50 serão contratados em Itacoatiara. O grupo também informou que pretende adquirir alimentos, materiais de consumo e outros serviços necessários ao funcionamento do píer no próprio município.
“Parte da mão de obra será de Itacoatiara e também teremos fornecimentos realizados no município”, disse Jhony Fidelis.
A chegada da estrutura ocorre em meio à preparação de empresas e órgãos públicos para possíveis restrições à navegação durante a vazante dos rios.
Receita Federal acompanha operação
Representantes da indústria, comércio, Receita Federal, armadores e operadores logísticos participaram da saída do píer de Manaus na quinta-feira.
A delegada-adjunta da Alfândega da Receita Federal em Manaus, Fernanda Printes, afirmou que a experiência de 2024 foi utilizada como referência para o planejamento deste ano.
Segundo ela, a Receita iniciou a preparação em abril, com reuniões com armadores e definição dos procedimentos necessários para as operações. A fiscalização deverá começar com a chegada do primeiro navio.
“A experiência de 2024 nos trouxe até aqui novamente, por ter sido tão bem-sucedida essa solução dos píeres flutuantes em Itacoatiara”, afirmou.
O objetivo é evitar que dificuldades de navegação prejudiquem o transporte de matérias-primas, insumos, alimentos e outras mercadorias destinadas ao Amazonas.
Píer ajudou a manter abastecimento em 2024
Durante a estiagem de 2024, a redução do nível dos rios dificultou a chegada de grandes embarcações a Manaus. Com o uso do píer em Itacoatiara, as cargas puderam ser transferidas para embarcações capazes de seguir até a capital.
De acordo com o Grupo Chibatão, quase 59 mil contêineres foram movimentados por Itacoatiara naquele período.
Para o conselheiro do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), Rildo Oliveira, a estrutura ajuda a reduzir os riscos de interrupção do fluxo de cargas para o Polo Industrial de Manaus.
“A intervenção estratégica que está sendo realizada em Itacoatiara é fundamental para assegurar o fluxo logístico dos nossos contêineres até Manaus”, afirmou.
Com o píer já instalado no Tabocal, as equipes agora finalizam a preparação para receber a primeira embarcação. Inicialmente, a operação será de alívio de carga, mas poderá ser ampliada para transbordo e baldeação completos conforme as condições de navegação.



