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Foto: Divulgação
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Governo federal mobiliza militares, brigadistas e equipes de fiscalização para conter incêndios e reduzir a fumaça em Manaus

O governo federal anunciou, neste domingo (18), o reforço das operações de combate às queimadas no Amazonas. A mobilização prevê 16 aeronaves, quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas para atuar nas áreas afetadas pelos incêndios florestais. As medidas também incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto em Manaus para coordenar as ações das Forças Armadas e dos órgãos envolvidos na operação.

O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), após uma reunião entre representantes dos governos federal e estadual. Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a nova estrutura de comando começou a funcionar no domingo e deve agilizar as decisões e a distribuição de recursos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou a participação conjunta das três Forças Armadas.

“Talvez a mais importante notícia seja a participação efetiva das Forças Armadas. As três forças, Marinha, Exército e Aeronáutica, estarão presentes aqui e participarão com efetivo […] de modo que daremos um salto para outro patamar na resposta para este problema”, afirmou.

Operação terá mais aeronaves e equipes em campo

Segundo o governo federal, a previsão inicial era disponibilizar seis aeronaves para as operações no Amazonas. O número foi ampliado para 11 e, com o novo reforço, chegará a 16.

A estrutura contará com aeronaves de grande porte capazes de lançar água sobre áreas atingidas pelo fogo, além de helicópteros para combater as chamas e transportar equipes. Dois aviões de apoio logístico também estão sendo deslocados de Anápolis, em Goiás, e de São Paulo.

A operação terá ainda quatro esquadrões de helicópteros e dois navios para auxiliar no transporte de militares, brigadistas e equipamentos. O efetivo e os recursos que serão empregados diretamente ainda estão sendo dimensionados.

Além do reforço militar, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ampliará para 450 o número de profissionais em campo. A previsão é que mais de 600 pessoas atuem nas ações de combate aos incêndios e fiscalização ambiental, diante das 190 anunciadas no início da operação, em 10 de outubro.

Polícia Federal investiga incêndios

Durante a coletiva, Wellington César Lima e Silva informou que a Polícia Federal mantém três inquéritos em andamento para investigar os incêndios. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também atua em conjunto com a PF para auxiliar na análise das possíveis motivações.

Questionado sobre a possibilidade de intervenção federal no Amazonas, o ministro afirmou que as medidas adotadas são suficientes para enfrentar a situação, sem necessidade dessa iniciativa.

A criação do Estado-Maior Conjunto foi apresentada como uma forma de integrar o planejamento das operações e reduzir entraves na tomada de decisões.

Força Nacional do SUS reforça atendimento

Na área da saúde, o Ministério da Saúde informou que equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) estão no Amazonas desde 11 de outubro. Os profissionais trabalham em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), acompanhando os atendimentos e avaliando a necessidade de ampliar a assistência.

Segundo um representante do ministério, até o momento da coletiva não havia registro de pacientes em estado grave relacionado à situação nos hospitais avaliados.

Uma base descentralizada da Força Nacional do SUS está prevista para ser instalada em Manaus nesta terça-feira (20). A estrutura deve ampliar a capacidade de resposta aos possíveis efeitos da fumaça sobre a saúde da população.

Governo pede colaboração da população

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a fumaça que encobre Manaus é resultado de incêndios em diferentes regiões e chega à capital transportada pelas correntes de vento e pelas condições meteorológicas.

Segundo o ministro, as equipes também atuam em áreas do sul do Pará, incluindo regiões de Itaituba e Santarém. Ele ressaltou que o reforço no Amazonas não significa interromper o atendimento a outros locais atingidos pelo fogo.

O governador Roberto Cidade afirmou que o estado mantém diálogo com o governo federal e as prefeituras para intensificar as ações de combate. Ele também pediu que a população denuncie pessoas suspeitas de provocar queimadas.

“Nosso principal objetivo é enfrentar o fogo, é sanar essa fumaça que a gente vem vivendo no nosso estado, em especial na cidade de Manaus, mas, quero aqui frisar: não adianta todos os dias a gente estar aqui com muitos equipamentos, milhares de homens e mulheres trabalhando, e não conscientizar o nosso povo”, disse.

O governador também incentivou os moradores a registrar situações suspeitas e encaminhar as informações às autoridades.

“Se vocês virem alguém, tire foto, manda pra gente […] pra que a gente possa fazer um enfrentamento mais firme nesse ponto”, afirmou.

O governo federal anunciou ainda uma campanha de conscientização sobre queimadas, com início previsto para segunda-feira (19). A iniciativa inclui a divulgação de orientações e o envio de alertas para reforçar a prevenção de novos focos de incêndio.

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