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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Sistema recebeu R$ 1,9 milhão em investimentos e teve versão beta lançada para ajudar órgãos públicos a antecipar ações de prevenção na Amazônia

Pesquisadores do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial capaz de estimar o risco de incêndios florestais com até 14 dias de antecedência. Batizado de IA Fogo Bio, o sistema teve a versão beta lançada nesta quinta-feira e pretende apoiar ações preventivas de órgãos como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

A tecnologia combina dados meteorológicos e cálculos matemáticos para indicar a probabilidade de ocorrência de fogo em áreas específicas, com projeções que variam de um a 14 dias. A ferramenta permite acompanhar mapas territoriais e consultar estimativas de risco em municípios como Manaus.

Tecnologia busca antecipar ações de prevenção

A proposta é oferecer informações antecipadas para orientar o planejamento de operações de combate às queimadas e reduzir os impactos dos incêndios florestais. Com os alertas, os órgãos responsáveis poderão avaliar medidas como a mobilização de equipes, a proteção de comunidades vulneráveis, a retirada preventiva de moradores em áreas de risco e o resgate de animais.

O lançamento da versão beta ocorreu durante um encontro de especialistas dedicado ao uso da ciência e da tecnologia na preservação da Amazônia.

Projeto recebeu R$ 1,9 milhão

O desenvolvimento do IA Fogo Bio conta com investimento de R$ 1,9 milhão. O projeto foi selecionado em um edital do Instituto Clima e Sociedade (iCS), financiado com recursos do Google, e ficou entre as oito propostas contempladas em um universo de 396 concorrentes de todo o país.

A iniciativa tem previsão de execução de 18 meses e completou um ano de atividades com a liberação do acesso inicial à plataforma. A gestão administrativa e financeira é realizada por uma fundação de apoio.

Sistema ainda passará por testes

Antes de ser incorporada à rotina operacional dos órgãos ambientais, a ferramenta deverá passar por novas etapas de desenvolvimento e validação técnica.

Os testes serão necessários para avaliar e calibrar a precisão das estimativas, especialmente diante das condições meteorológicas e das particularidades ambientais da região amazônica.

A expectativa é que, após a validação, o sistema possa contribuir para decisões mais rápidas e ações preventivas no enfrentamento dos incêndios florestais.

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