Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação/Sedecti
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Empresas antecipam ações após dois anos de secas severas que comprometeram transporte fluvial e geraram custos bilionários

Após dois anos consecutivos de secas severas que afetaram diretamente o transporte de cargas no Amazonas, empresas de logística e indústrias da região estão adotando estratégias para minimizar os impactos da estiagem prevista para 2025. Embora as previsões indiquem um período menos intenso, o risco de interrupções no fluxo de navios continua preocupando o setor.

O grupo Chibatão, responsável por um dos maiores terminais em Manaus, planeja repetir a tática utilizada em 2024, instalando novamente um píer flutuante em Itacoatiara, município chave na região mais crítica do rio Amazonas. Essa estrutura temporária facilitou a transferência de cargas de embarcações maiores para balsas em águas rasas, impedindo a paralisação do Polo Industrial de Manaus, como ocorreu em 2023. Atualmente, a empresa já está em processo de obtenção das licenças necessárias e organizando alojamentos para os trabalhadores.

Outra companhia, a Super Terminais, que também operou um terminal provisório no local no ano passado, declarou estar pronta para reativá-lo em até dez dias, caso as condições do rio exijam.

Além da infraestrutura, as indústrias locais intensificaram o planejamento de pedidos e embarques, antecipando o envio de mercadorias para evitar as sobretaxas cobradas no período crítico da seca. Esse movimento já começou em julho e beneficia principalmente as empresas que lidam com produtos de maior valor agregado, que possuem maior facilidade para armazenagem.

As dificuldades enfrentadas em 2023 e 2024 resultaram em perdas bilionárias: só com sobretaxas, a indústria amazonense desembolsou R$ 1,5 bilhão em 2023 e R$ 1,4 bilhão em 2024. Para 2025, a expectativa é que esses custos diminuam, graças à melhora no nível dos rios e ao aumento da concorrência entre as empresas de navegação.

Com a combinação de infraestrutura adaptada e planejamento antecipado, o setor busca evitar os prejuízos que ameaçaram a economia regional nos últimos anos.

Você também pode gostar

Editorias