O manauara Salomão Rossy Elgaly, de 46 anos, alcançou um feito histórico ao capturar um tucunaré de 78 centímetros, no Alto Rio Paratucu, em Nhamundá (AM). A captura foi homologada como recorde nacional, reforçando o potencial da pesca esportiva no Amazonas.
A captura
Em entrevista, Salomão descreveu o momento com detalhes:
“Mais ou menos às 14h30, dei dois arremessos na boca do lago, e o terceiro, pro meio. Quando a isca sentou, parecia que havia engatado num tronco. O peixe era muito pesado e forte, me fez passear com o caiaque pelo lago e tomou muita linha. Finalmente consegui embarcar o gigante! Era um macho, semelhante a uma placa de ouro, com filamentos azulados! Peixe lindo demais.”
O pescador ressaltou que o equipamento foi determinante para o sucesso: carretilha de perfil baixo, linha multifilamento de 65 lbs, vara de 20 lbs e uma isca JIG, apropriada para situações de pescaria complexas.
Técnica e paciência
O tucunaré, conhecido por sua força e velocidade, exigiu habilidade, paciência e persistência. O embate durou cerca de seis minutos, mas, segundo Salomão, pareceu uma eternidade.
“O tucunaré é rápido, forte e explosivo! Para ter sucesso, precisa de técnica, paciência, persistência, sorte e percepção”, afirmou.
Potencial da pesca esportiva
Salomão destacou a importância da pesca esportiva para o Amazonas, tanto ambiental quanto economicamente:
“A pesca esportiva garante a manutenção das espécies, especialmente as grandes matrizes, e possui uma cadeia produtiva que gera emprego e renda. Os EUA geram bilhões com essa atividade, e aqui temos os maiores rios do planeta. O Amazonas tem tudo para se tornar o maior polo de pesca esportiva do mundo.”
Reconhecimento e próximos passos
Além do recorde nacional, Salomão é reconhecido como um dos maiores nomes da pesca esportiva no país. No fim de agosto, ele representará o Amazonas na Fishing Show Brazil, maior feira de pesca esportiva da América Latina, em São Paulo, onde receberá homenagem e realizará um show durante o evento.
“Dedico esses recordes a todo povo ribeirinho, os verdadeiros guardiões da floresta e do rio”, concluiu o pescador amazonense.



