Política e Economia

Foto: Nilton Ricardo
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Evento reuniu especialistas, gestores e acadêmicos para debater impactos e oportunidades da transformação tecnológica no Polo Industrial

Manaus recebeu nesta quarta-feira (3) o evento Manufatura Digital, que reuniu líderes empresariais, gestores, especialistas e representantes da academia para debater os caminhos da Indústria 4.0 na região. O encontro aconteceu no Comfort Hotel, no Distrito Industrial I, Zona Sul da capital, e discutiu integração de áreas, automação de processos e previsibilidade na produção.

Realizado pela APS3, PLMX, TDi e TSE Engenharia e Automação, com apoio da Siemens, o encontro teve como tema “Todo gestor conhece os desafios. Poucos conhecem as soluções”. A proposta foi aproximar empresas, profissionais e universidades, mostrando as oportunidades da digitalização no Polo Industrial de Manaus.

A diretora da Siemens para a América do Sul, Renata Sampaio, destacou o potencial estratégico da Região Norte, apesar de sua menor participação no PIB nacional. “Se a Região Norte fosse um país, estaria entre os 65 a 70 maiores do mundo em PIB. É uma região estratégica, com projeção de crescimento acima da média nacional. Acreditamos que aqui há espaço para muito desenvolvimento”, afirmou.

Segundo ela, o maior desafio para a adoção da Indústria 4.0 não é financeiro, mas cultural. “O problema é a mudança de mentalidade. Muitas empresas resistem, achando que vão perder empregos ou que a transformação não é necessária. Mas quem não se reinventa, desaparece”, disse.

Para a CEO da PLMX, Renata Hori, a manufatura digital permite que processos sejam simulados antes de irem para o chão de fábrica, reduzindo custos e falhas. “Tudo que é repetitivo pode ser feito por máquinas, mas quem programa os robôs são pessoas. A tecnologia não elimina empregos, ela muda o perfil da mão de obra, colocando o trabalhador em funções de maior valor agregado”, explicou.

Da academia, o professor Fábio Máximo, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), reforçou a importância da integração entre universidades e indústrias. “O digital não vem para substituir, mas para desenvolver o próximo passo. É um processo sem volta, quem não entrar vai ficar para trás”, afirmou.

Com projetos em parceria com empresas do Polo, Fábio destacou que a universidade forma mão de obra mais qualificada, enquanto recebe infraestrutura e desafios reais para pesquisa. “É um ciclo em que todos ganham”, avaliou.

Para os organizadores, o encontro ajudará a quebrar barreiras e acelerar a implementação de soluções digitais no Polo Industrial de Manaus, projetando a região no cenário global da Indústria 4.0.

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