Ciência e Tecnologia

Foto: Diego Peres e Antônio Lima/Secom
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Governo estadual aposta em descentralização, viaturas especializadas e brigadistas treinados para enfrentar estiagem e queimadas

O estado do Amazonas registrou uma queda expressiva de 87% nos focos de incêndio entre janeiro e agosto de 2025. O resultado foi apresentado pelo governador Wilson Lima nesta quinta-feira (18), durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, e é atribuído à criação dos novos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIPs) no interior do estado.

Atualmente, dez municípios já contam com essas bases operacionais, que garantem resposta rápida em casos de queimadas, sem depender da mobilização de tropas de Manaus ou da Força Nacional. A meta do governo é chegar a 16 unidades até o fim do ano e ampliar para 32 municípios em 2026, quase triplicando a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

Desde o início de 2025, já foram inaugurados 11 GCIPs em cidades como Tapauá, Maués, Lábrea e Coari. Cada unidade conta com cinco bombeiros militares, brigadistas locais e apoio logístico das prefeituras. Os brigadistas passam por um treinamento de 18 meses, que inclui combate a incêndios florestais e urbanos, salvamento aquático e atendimento pré-hospitalar.

Durante o encontro, o governador também anunciou um convênio de R$ 13,2 milhões com o BNDES para a compra de cinco viaturas Auto Bomba Florestal, previstas para 2026. Os veículos atenderão futuras bases em Borba, São Gabriel da Cachoeira, Atalaia do Norte, Eirunepé e Canutama.

Outra novidade é o sistema Defesa Civil Alerta, que enviará mensagens gratuitas para celulares em situações de risco. O primeiro teste da tecnologia será realizado neste sábado (20) em Manaus, Manacapuru, Iranduba e Novo Airão.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a estratégia de descentralização tem sido essencial para enfrentar a estiagem e evitar queimadas em áreas críticas. A previsão do governo é que a seca deste ano atinja até 30 municípios, afetando cerca de 120 mil famílias.

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