Projeto da cia Circo Caboclo promove oficinas, espetáculos e experiências circenses gratuitas em cinco estados do Norte do país
A companhia amazonense Circo Caboclo, fundada pelo artista, educador e produtor cultural Jean Winder, está levando o circo contemporâneo para escolas e espaços públicos da região Norte por meio do projeto “Viveiro Acrobático”. A iniciativa une acrobacia, dança, música e teatro, com o objetivo de democratizar o acesso à arte circense e formar público para essa linguagem.
O projeto já passou por municípios do Amazonas, como Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus e Presidente Figueiredo, e também chega a cidades do Acre (Rio Branco), Pará (Belém e Santarém), Roraima (Boa Vista) e Tocantins (Palmas).
A proposta inclui oficinas de bambolês, acrobacias de solo, tecido acrobático e apresentações do espetáculo homônimo, descrito pelo artista plástico Roberto Suárez Rengifo como “mais que uma performance circense: trata-se de um ato poético-político, no qual corpo, memória e território amazônico se entrelaçam, propondo uma nova forma de pensar o circo no Brasil contemporâneo”.
Segundo Winder, formado pela Escola Nacional de Circo e pela Universidad Nacional de San Martín, o projeto foi desenvolvido a partir da necessidade de criar público para o circo contemporâneo e tornar acessível a participação em aulas de técnicas circenses, que desenvolvem habilidades físicas, emocionais e cognitivas.
A primeira edição do “Viveiro Acrobático” ocorreu em 10 de setembro, no Centro de Educação de Tempo Integral – Prefeito Washington Luís Régis da Silva, em Manacapuru. Até outubro, o projeto percorreu instituições de ensino público do Amazonas, envolvendo toda a comunidade escolar. Para os demais estados, a circulação será realizada em teatros e praças, com acesso gratuito ao público, até 2026.
Winder destaca a receptividade do público infantil, grande parte sem experiência prévia com o circo: “Quem ainda não vivenciou a experiência pode esperar beleza, virtuosismo, poética e diversão”, afirma.
O projeto é financiado pelo Edital de Chamamento Público n° 03/2024, executado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Conselho Estadual de Cultura (Conec), com recursos do Governo Federal via Ministério da Cultura.
A cia Circo Caboclo reúne Paloma Blandina e Laísa Silva nas acrobacias, e conta com equipe técnica e produtores locais em cada estado, garantindo que a arte circense chegue a diversas comunidades de forma profissional e envolvente.



