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Foto: Reprodução
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Após 32 dias de reabilitação no Zoológico do Tropical, em Manaus, o felino baleado no início de outubro recuperou completamente a visão e a musculatura facial, surpreendendo os especialistas

Imagens do antes e depois da onça-pintada resgatada após passar horas à deriva no Rio Negro, em Manaus, mostram a recuperação impressionante do animal, um macho de cerca de dois anos que havia sido baleado no início de outubro. Segundo o biólogo e diretor do Zoológico do Tropical, Nonato Amaral, o felino apresentou melhora total da visão e da musculatura facial.

Resgatada no dia 1º de outubro, a onça está há 32 dias em reabilitação e tem surpreendido a equipe de especialistas com a evolução. As lesões causadas pelos projéteis — que permanecem na bochecha e na orelha direita — já cicatrizaram sem afetar a movimentação da face. “O que muito nos alegra, pois representa uma conquista fruto de todo o esforço e da rotina incessante voltada à reabilitação e ao retorno do animal ao habitat natural”, destacou Amaral.

Durante o tratamento, o felino voltou a apresentar comportamentos típicos de um animal selvagem, como escavar o solo, arranhar madeiras e reagir com instinto de defesa. Segundo o biólogo, esses sinais indicam que o animal está pronto para ser devolvido à natureza. “Ele vai sair do zoológico direto para o habitat natural”, afirmou.

A soltura será definida em conjunto com o Ipaam, Ibama, ICMBio, Laiff/Ufam e a Secretaria de Proteção Animal (Sepet).

A onça foi resgatada após ser vista por passageiros de uma embarcação tentando atravessar o Rio Negro. Exausta e ferida, ela foi retirada da água por equipes da Sepet, Batalhão Ambiental e pesquisadores da Ufam. Exames revelaram que o animal foi atingido por disparo de arma de caça, com mais de 30 estilhaços no rosto, cabeça e pescoço, além de dentes quebrados e ferimentos superficiais.

Após cuidados veterinários e semanas de reabilitação, o caso da onça virou símbolo de resistência da fauna amazônica e exemplo de sucesso no trabalho conjunto entre órgãos ambientais e pesquisadores locais.

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