Rede municipal inicia implantação do contraceptivo de longa duração em 11 unidades após capacitação de profissionais de saúde
A partir de janeiro de 2026, Manaus começará a ofertar um novo método contraceptivo nas unidades básicas de saúde: o Implanon, um implante subdérmico de longa duração reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos métodos mais eficazes de prevenção de gravidez. A implantação será gradual e deve começar em 11 unidades de saúde, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
O dispositivo, que libera o hormônio etonogestrel, pode atuar por até três anos no organismo sem necessidade de manutenção. Ele é classificado como um LARC — método contraceptivo reversível de longa duração — e é considerado altamente eficaz por não depender do uso diário, como pílulas, ou de aplicações mensais.
Para preparar a rede municipal, a Semsa promoveu, na segunda (24) e terça-feira (25), uma capacitação voltada a médicos na USF Armando Mendes, no bairro Cidade Nova. Profissionais da zona urbana, rural, maternidade Moura Tapajóz e da UBS Fluvial também participaram, garantindo que comunidades ribeirinhas sejam contempladas.
A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Freitas, explicou que a capacitação permitirá ampliar o acesso ao novo método.
“Estamos treinando os profissionais e discutindo fluxos de atendimento. Esses médicos atuarão como multiplicadores, e novas oficinas serão realizadas para que mais unidades ofertem o Implanon”, afirmou.
Apesar da eficácia, o método não é recomendado para todas as mulheres, já que o implante é hormonal.
“Há contraindicações relativas e absolutas. Pacientes com histórico ou risco aumentado para câncer de mama, ou que já tiveram AVC, por exemplo, não devem usar o método. Por isso é essencial a avaliação prévia”, explicou Lúcia.
O que muda para a população
Atualmente, no Sistema Único de Saúde, apenas o DIU de cobre é considerado um LARC. Com a chegada do Implanon, mulheres terão uma nova opção de alta eficácia disponível gratuitamente.
Entre os métodos já ofertados pelo SUS estão:
- preservativos interno e externo;
- DIU de cobre;
- pílulas hormonais;
- injetáveis mensais e trimestrais;
- laqueadura tubária;
- vasectomia.
A Semsa reforça que apenas preservativos protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
A expectativa é que, após o início em janeiro, a oferta seja ampliada progressivamente para mais unidades ao longo de 2026.



