Doença também atingiu humanos, com quase 2 mil confirmações e um óbito registrado no estado
O avanço da esporotricose no Amazonas acende um alerta para a saúde pública. Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, foram notificados 4.947 casos da doença em animais no estado. Desse total, 4.607 foram confirmados e 2.367 seguem em tratamento. O período também contabilizou 2.215 eutanásias ou óbitos de animais infectados.
A maioria dos casos ocorreu em gatos, que representam 97,6% dos registros, enquanto os cães correspondem a 2,4%. Os dados mostram ainda que 65,6% dos animais acometidos são machos.
Casos em humanos
O impacto da doença também foi registrado em pessoas. Ao longo de 2025, 2.534 casos de esporotricose humana foram notificados no Amazonas. Desses, 1.996 foram confirmados e 223 seguem em investigação. O levantamento aponta ainda um óbito relacionado à doença.
A maior parte dos casos confirmados está concentrada em Manaus, com 1.862 registros. Também há notificações em municípios como Presidente Figueiredo (39), Barcelos (31), Iranduba (18), Manacapuru (11), Rio Preto da Eva (11), Maués (9) e Itacoatiara (4).
Doença passa a ter notificação obrigatória
Diante do cenário epidemiológico, foi reforçada a obrigatoriedade da notificação da esporotricose humana em todo o estado. A medida está respaldada por portaria do Ministério da Saúde que incluiu a doença na lista nacional de notificação compulsória.
A orientação é que todos os casos suspeitos ou confirmados sejam notificados imediatamente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A notificação deve ser feita por profissionais de saúde diante de lesões de pele que não cicatrizam, principalmente quando há histórico de contato com gatos, outros animais doentes, solo ou plantas.
O que é a esporotricose
A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados no solo, em cascas de árvores e em vegetação em decomposição. A doença pode afetar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.
A transmissão para pessoas ocorre quando o fungo entra na pele ou mucosas por meio de ferimentos, como arranhões, cortes, espinhos ou lascas de madeira contaminadas. Animais infectados também podem transmitir a doença por mordidas, arranhaduras, lambeduras, secreções respiratórias e contato com lesões.
Prevenção e cuidados
Entre as principais recomendações estão evitar que cães e gatos circulem sem supervisão, reduzindo a exposição ao fungo. Na suspeita da doença em pessoas ou animais, a orientação é procurar atendimento médico ou veterinário imediatamente, evitando o agravamento dos casos e a transmissão.
O informe epidemiológico completo, com dados detalhados sobre esporotricose humana e animal, está disponível no site da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.
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