Política e Economia

Foto: Bruno Leão/Sedecti
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Importações somaram US$ 16,06 bilhões e exportações chegaram a US$ 939,8 milhões, impulsionadas pelo Polo Industrial de Manaus

O Amazonas movimentou US$ 17 bilhões na corrente de comércio ao longo de 2025, segundo dados da Balança Comercial do Amazonas, divulgados nesta quarta-feira (14). O resultado é composto por US$ 939,8 milhões em exportações e US$ 16,06 bilhões em importações, refletindo o perfil produtivo do estado e a dependência de insumos externos do Polo Industrial de Manaus (PIM).

A corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações em um determinado período, evidencia a intensidade das relações internacionais do estado. No caso do Amazonas, o volume expressivo de importações está diretamente ligado à entrada de bens intermediários e matérias-primas utilizadas na produção industrial, que abastece tanto o mercado nacional quanto o internacional.

Desde 2018, o estado mantém um ritmo elevado de importações, sempre acima de US$ 9,9 bilhões ao ano, superando a marca de US$ 13 bilhões a partir de 2021. Em 2024, foi registrado o maior volume da série histórica, com US$ 16,14 bilhões. Em 2025, o total de US$ 16,06 bilhões manteve o patamar elevado, ainda que ligeiramente abaixo do recorde.

As exportações também apresentaram crescimento ao longo dos últimos anos. Entre 2018 e 2021, o valor exportado passou de US$ 678,9 milhões para US$ 867,9 milhões, apesar da retração observada em 2020. A partir de 2022, o Amazonas passou a superar de forma consistente a marca de US$ 900 milhões, alcançando US$ 970,4 milhões em 2024, o maior valor da série. Em 2025, o acumulado de US$ 936,8 milhões ficou próximo desse recorde.

No mês de dezembro de 2025, a corrente de comércio do estado somou US$ 1,23 bilhão, sendo US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações. Entre os principais destinos das exportações, a Alemanha se destacou com US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, equivalente a 96% das vendas para o país. A China apareceu em seguida, com US$ 8,5 milhões em ferronióbio, representando 80% das exportações destinadas ao mercado chinês.

Nas importações, a China foi a principal origem, com US$ 73,5 milhões em suportes gravados para reprodução de fenômenos diversos. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com US$ 28,4 milhões em óleos de petróleo e derivados.

Entre os municípios exportadores, Presidente Figueiredo se destacou com US$ 8,5 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Itacoatiara registrou US$ 492 mil em exportações de madeira serrada para os Estados Unidos.

Os números reforçam o peso do Polo Industrial de Manaus na economia estadual e indicam que, apesar dos desafios logísticos e de infraestrutura, o Amazonas mantém forte inserção no comércio internacional.

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