mpresa obtém autorização da ANA, amplia licenças e inicia nova fase de diálogo com comunidades Mura
A Potássio do Brasil anunciou avanços no Projeto Autazes, em Autazes, na Região Metropolitana de Manaus. Entre os marcos divulgados estão a autorização federal para uso de água do rio Madeira, o início de novas ações junto a comunidades indígenas e o avanço nas tratativas de financiamento da construção da mina.
Autorização para captar água do rio Madeira
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico autorizou a empresa a extrair até 2.400 m³ por hora, durante 12 horas por dia — o equivalente a cerca de 10,5 milhões de m³ por ano — pelo prazo de 10 anos.
Segundo a companhia, a medida substitui o plano inicial de perfuração de cerca de 16 poços subterrâneos a 250 metros de profundidade, o que deve reduzir custos e simplificar a engenharia do projeto.
De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, a alternativa segue diretrizes que priorizam o uso de águas superficiais quando ambientalmente adequado e economicamente viável.
A empresa informou ainda que o plano hídrico prevê:
- Reciclagem da maior parte da água usada no processamento
- Captação de águas pluviais
- Estação de purificação
- Uso de água nova apenas para manter padrões de qualidade
21 licenças de instalação já concedidas
O projeto já conta com 21 Licenças de Instalação, que autorizam:
- Construção dos poços da mina
- Implantação da planta de processamento
- Melhoria de aproximadamente oito milhas de estrada até o porto e terminal fluvial
Segundo Matt Simpson, diretor executivo da empresa, os avanços demonstram progresso regulatório e operacional em frentes consideradas estratégicas.
Parceria com comunidades indígenas Mura
A multinacional WSP Global iniciou atividades de apoio técnico junto a 36 comunidades indígenas Mura, previamente consultadas no processo de licenciamento.
De acordo com a empresa, a iniciativa busca:
- Fortalecer o Plano de Bem-Estar Mura
- Identificar oportunidades de capacitação
- Apoiar ações de inclusão social
- Contribuir para melhoria da qualidade de vida
Financiamento e modelo BOOT
A companhia informou ter recebido propostas de financiamento no modelo Build, Own, Operate and Transfer (BOOT) para construção de estruturas essenciais como:
- Porto fluvial
- Planta de vapor
- Sistema de energia de 20 MW
O modelo prevê que terceiros construam e operem a infraestrutura antes da transferência definitiva.
O Projeto Autazes é apontado pela empresa como estratégico para a produção nacional de potássio, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes.



