Estado registrou redução de 58,6% em relação ao mesmo mês de 2024; Governo atribui queda ao reforço da fiscalização
O Amazonas registrou em novembro de 2025 o menor número de focos de calor dos últimos quatro anos. De acordo com dados do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), foram contabilizados 271 focos entre os dias 1º e 30, número 58,6% menor que o registrado em 2024, quando houve 656 ocorrências no mesmo período.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirma que os resultados refletem uma atuação mais rigorosa dos órgãos ambientais.
“Esses números mostram que o esforço coordenado do Governo do Amazonas está dando resultados concretos. Seguimos trabalhando com rigor técnico, ampliando o monitoramento e fortalecendo as respostas rápidas para reduzir os impactos ambientais e proteger nossas florestas”, destacou.
📉 Municípios com mais quedas nos índices
Segundo o Programa de Queimadas do Inpe, monitorado pelo CMAAP/Ipaam, três municípios concentraram os maiores volumes de focos no mês:
- Nhamundá – 27
- Maués – 19
- Apuí – 18
No acumulado entre janeiro e novembro, o Amazonas somou 4.427 focos, 82,5% a menos que em 2024 (25.327 registros). Municípios historicamente críticos tiveram reduções expressivas:
- Apuí: de 4.660 para 538 (-88,4%)
- Lábrea: de 4.273 para 408 (-90,4%)
- Humaitá: 404 focos
🌡️ Nem todo foco indica fogo ilegal
A coordenadora do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), Priscila Carvalho, esclarece que a detecção de calor não significa necessariamente queimar irregular.
“Em muitos casos, a origem está em fenômenos naturais ou em práticas agrícolas devidamente regularizadas”, explicou.
🛰️ Tecnologia para proteger a floresta
O CMAAP coleta e analisa imagens de satélites para monitorar desmatamento, queimadas e áreas protegidas. As informações são compartilhadas com órgãos estaduais e federais e servem de base para ações de fiscalização e prevenção em todo o Amazonas.



