Estado reduziu devastação em 32%, mas aparece ao lado de Pará e Acre no topo do ranking
O desmatamento na Amazônia registrou o menor índice dos últimos sete anos no semestre encerrado em janeiro de 2026. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), houve redução de 41% em relação ao período anterior.
Apesar da queda, o Amazonas aparece entre os três estados que mais derrubaram floresta, ao lado do Pará e do Acre.
Municípios que mais desmataram no Amazonas
Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, três municípios amazonenses concentraram as maiores áreas devastadas:
- Canutama
- Lábrea
- Apuí
“Isso é um alerta importante nos últimos meses: o avanço da destruição no norte do estado, onde há o maior bloco de áreas protegidas do mundo”, afirmou a pesquisadora Raíssa Ferreira, do Imazon.
Queda na degradação
O Amazonas, por outro lado, registrou uma das maiores reduções na degradação florestal — provocada por queimadas e extração de madeira. A área degradada caiu de quase 3 mil km² para 53 km², redução de 98%.
Segundo o Imazon, a diminuição é fundamental para que o Brasil alcance a meta de desmatamento zero até 2030. Ainda assim, o estado enfrenta o desafio de reduzir a derrubada de floresta, mesmo com os avanços na contenção da degradação.
Ranking por estado (km²)
| Estado | Ago/2024 – Jan/2025 | Ago/2025 – Jan/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Pará | 850 km² | 382 km² | -55% |
| Amazonas | 288 km² | 196 km² | -32% |
| Acre | 278 km² | 196 km² | -32% |
Cenário geral
- Em janeiro de 2026, o desmatamento caiu de 133 km² para 83 km².
- Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, foram derrubados 1.195 km² de floresta.
- A redução é de 74% em comparação com o semestre de 2020/2021, período recorde de devastação.
Os dados indicam desaceleração da perda florestal na Amazônia, mas mantêm o alerta para áreas críticas do Amazonas.



