Supermercado e contas fixas pesam mais no orçamento; apenas 14% no Norte dizem conseguir controlar bem as despesas
O custo médio de vida no Amazonas está em R$ 2.990 por mês, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box. O valor considera despesas com moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, lazer e serviços pessoais.
➡️ O custo médio de vida é um indicador que estima quanto uma pessoa ou família precisa gastar para manter despesas básicas mensais. Ele varia conforme a região e reflete o impacto dos preços locais e da inflação.
📊 Onde o amazonense mais gasta
De acordo com o estudo, os principais gastos mensais no Amazonas são:
💰 Supermercado: R$ 740
💰 Contas recorrentes (água, luz, internet, streaming): R$ 570
💰 Compras em geral: R$ 400
💰 Transporte: R$ 320
💰 Mobilidade: R$ 280
💰 Lazer: R$ 270
Supermercado, moradia e contas fixas concentram 57% do orçamento mensal e são apontados como os itens mais difíceis de manter em dia.
No cenário nacional, o gasto médio com moradia é de R$ 1.100. A Região Sul registra o maior valor (R$ 1.310), enquanto o Nordeste tem o menor (R$ 800). No Norte, a média é de R$ 1.020.
Segundo Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, as diferenças regionais impactam diretamente a renda disponível.
“As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local. Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível”, explica.
📉 Dificuldade para fechar as contas
A pesquisa aponta que apenas 19% dos brasileiros consideram fácil administrar as despesas do dia a dia. No Norte, esse percentual cai para 14%.
Para a especialista, quando os gastos essenciais ocupam grande parte da renda, o orçamento fica mais vulnerável a imprevistos.
“Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes. Isso torna o planejamento financeiro ainda mais necessário”, afirma.
Apesar do peso no bolso, apenas 1 em cada 10 brasileiros considera mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. Para os especialistas, o maior desafio está na reorganização financeira e na prevenção do endividamento.



