Pesquisa aponta 97% dos manauaras dispostos a comprar chocolate; fornecedores projetam crescimento de até 15% na venda de insumos
A Páscoa de 2026 deve movimentar de forma significativa o comércio em Manaus, especialmente o setor de chocolates e confeitaria artesanal. Pesquisa da Fecomércio Amazonas aponta que 97% dos consumidores manauaras pretendem comprar chocolate na data, reforçando o peso da celebração para o varejo local.
O levantamento indica que a maioria deve gastar entre R$ 51 e R$ 200, enquanto uma parcela menor está disposta a investir valores acima de R$ 200, abrindo espaço tanto para produtos tradicionais quanto para opções premium e personalizadas.
Mercado artesanal em alta
O cenário também é favorável para pequenos e médios empreendedores. O Grupo Queiroz, que atua no fornecimento de insumos para confeitaria, projeta crescimento de 15% nas vendas de produtos voltados à Páscoa, em comparação com o ano passado.
De acordo com o diretor do grupo, Anderson Queiroz, a empresa já registra aumento na procura por chocolates, embalagens, confeitos e ingredientes utilizados na produção artesanal.
“Já estamos sentindo o aquecimento do setor. A Páscoa é uma das datas mais importantes para o food service e para os pequenos produtores. Estamos preparados para oferecer variedade, qualidade e preço competitivo para que o empreendedor possa produzir e lucrar”, afirmou.
Segundo ele, a estabilidade do mercado de chocolates nos últimos anos tem permitido que a confeitaria artesanal amplie sua participação nas vendas, principalmente por oferecer produtos diferenciados e com maior valor agregado.
Tendências para 2026
Especialistas apontam que a principal tendência deste ano é a busca por “menos quantidade e mais significado”. O consumidor tem priorizado produtos exclusivos, com embalagens criativas e combinações de sabores diferenciadas.
Entre os itens mais procurados estão:
- Ovos de colher
- Barras recheadas
- Kits presenteáveis com brigadeiros e miniovos
- Combos personalizados para empresas
A confeiteira Taila Ordeles destaca que o produto artesanal continua em alta pela exclusividade.
“O artesanal vence pela exclusividade, pelas embalagens que encantam e por combinações de sabores que não são possíveis na produção em massa.”
Ela reforça que a apresentação deixou de ser apenas um detalhe e passou a ser decisiva na compra.
“As embalagens funcionam como a primeira impressão. Elas transformam a compra em experiência e muitas vezes justificam um preço mais elevado.”
Oportunidade para o comércio local
Além do varejo tradicional, o levantamento mostra crescimento nas compras feitas com pequenos produtores e por meio de redes sociais, fortalecendo o comércio local.
Com expectativa positiva, aumento na busca por insumos e tendência de valorização do artesanal, a Páscoa 2026 se consolida como uma das datas mais estratégicas do primeiro semestre para o comércio de Manaus.



