Educação

Foto: Altemar Alcantara/Semcom
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Texto segue para sanção presidencial; proposta prevê avanços da creche ao ensino superior e inclusão social

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (25) o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece 19 metas para orientar a educação brasileira nos próximos dez anos. O texto, de autoria do governo, já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em dezembro e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O plano substitui o anterior, previsto para durar de 2014 a 2024, mas que acabou sendo prorrogado até o fim de 2025. Entre os objetivos estão a ampliação da oferta de creches, a universalização da pré-escola, a alfabetização plena até o segundo ano do ensino fundamental, a redução das desigualdades educacionais e a valorização da carreira docente.

A relatora do PNE no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), destacou que o documento não é perfeito, mas incorpora contribuições relevantes, especialmente sobre financiamento da educação. Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que o texto aprovado reflete o equilíbrio possível diante da polarização política.

A organização Todos Pela Educação avaliou que o novo PNE representa um passo fundamental para a próxima década, mas alertou que os maiores desafios estarão na implementação prática das metas e no monitoramento dos resultados.

Principais objetivos do PNE

  • Ampliar matrículas em creches e universalizar a pré-escola.
  • Garantir infraestrutura adequada e práticas pedagógicas alinhadas à BNCC.
  • Alfabetizar 80% das crianças até o 2º ano do fundamental no quinto ano do plano, e todas até o décimo.
  • Reduzir desigualdades educacionais entre grupos sociais, garantindo resultados 90% iguais.
  • Promover educação digital e ambiental, com internet de alta velocidade e conforto térmico nas escolas.
  • Assegurar acesso e permanência na educação indígena, do campo, quilombola e especial.
  • Ampliar a formação de mestres e doutores e garantir qualidade no ensino superior.
  • Valorizar e assegurar condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica.

Com a aprovação, o Brasil inicia um novo ciclo de planejamento educacional, que será acompanhado a cada dois anos para verificar o cumprimento das metas e ajustar estratégias.

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