Azzurra acumula terceiro Mundial consecutivo sem participação; último gol em Copas segue sendo o de Balotelli na Arena da Amazônia, em 2014
A seleção italiana voltou a sofrer um duro golpe nas eliminatórias da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (31), a Azzurra foi eliminada da repescagem europeia após perder para a Bósnia nos pênaltis por 4 a 1, em partida disputada no estádio Bilino Polje, em Zenica.
O empate em 1 a 1 no tempo normal não foi suficiente para evitar mais uma ausência italiana no torneio. Kean abriu o placar para os italianos aos 14 minutos do primeiro tempo, mas a expulsão de Bastoni aos 41 complicou o cenário. A Bósnia aproveitou a vantagem numérica e empatou aos 33 da etapa final, com Tabakovic.
Na decisão por pênaltis, os bósnios converteram todas as quatro cobranças, enquanto Esposito e Cristante desperdiçaram para a Itália.
Com a eliminação, permanece uma estatística curiosa: o último gol da Itália em Copas do Mundo foi marcado por Mario Balotelli, na Arena da Amazônia, em Manaus, durante a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, em 14 de junho de 2014. Desde então, a seleção não voltou a balançar as redes em Mundiais.
A derrota para Costa Rica e Uruguai naquela edição já havia sido considerada vexatória, mas foi apenas o início de uma crise mais profunda. A Itália ficou fora das Copas de 2018 (eliminada pela Suécia), 2022 (derrotada pela Macedônia do Norte) e agora 2026, mesmo com a ampliação para 48 seleções.
O resultado reacende o debate sobre a crise estrutural do futebol italiano, que vê sua seleção tetracampeã mundial acumular três ausências consecutivas no maior torneio do planeta.



