Política e Economia

Foto: Rovena Rosa/ABr
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Levantamento mostra aumento da população idosa e mudanças no perfil demográfico do país

A população brasileira segue envelhecendo e crescendo em ritmo mais lento, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2025, o país atingiu 212,7 milhões de habitantes, com crescimento de apenas 0,39% em relação ao ano anterior. Desde 2021, a taxa de crescimento populacional permanece abaixo de 0,60%.

A mudança mais significativa está na estrutura etária. A proporção de pessoas com até 39 anos diminuiu 6,1% desde 2012, enquanto aumentou o número de brasileiros com mais de 40 anos. A população com 60 anos ou mais passou de 11,3% para 16,6% no período.

Esse movimento altera a pirâmide etária do país, que apresenta base mais estreita (menos jovens) e topo mais largo (mais idosos).

Regionalmente, Norte e Nordeste ainda concentram maior proporção de jovens, enquanto Sudeste e Sul têm mais idosos. No Norte, por exemplo, 22,6% da população tem até 13 anos, enquanto no Sudeste 18,1% já têm 60 anos ou mais.

Também houve mudanças no perfil racial. A proporção de pessoas que se declaram brancas caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Já a população que se declara preta cresceu de 7,4% para 10,4%.

Outro destaque é o aumento de pessoas que vivem sozinhas. Os domicílios unipessoais passaram de 12,2% em 2012 para 19,7% em 2025. Entre mulheres, essa condição é mais comum após os 60 anos.

Na habitação, cresceu o número de imóveis alugados, que agora representam 23,8% dos domicílios. Já os imóveis próprios quitados diminuíram para 60,2%.

Os dados também mostram avanços na infraestrutura, mas com desigualdades. O acesso à água encanada chegou a 86,1% dos domicílios, porém cai para 60,9% na Região Norte. No saneamento, apenas 30,6% dos domicílios do Norte têm acesso à rede adequada.

A coleta de lixo atinge 86,9% das residências no país, e o acesso à energia elétrica está próximo da universalização, embora ainda haja dificuldades em áreas rurais, especialmente no Norte.

O levantamento reforça uma tendência já observada nos últimos anos: o Brasil caminha para um perfil populacional mais envelhecido, com impactos diretos em áreas como saúde, previdência e mercado de trabalho.

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