Política e Economia

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A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que a bandeira tarifária amarela será mantida durante o mês de junho em todo o país. Com a decisão, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional continuarão pagando um valor adicional nas contas de energia elétrica.

O acréscimo será de um real e oitenta e oito centavos para cada cem quilowatts-hora consumidos. Segundo a Aneel, a medida é necessária devido às condições menos favoráveis para geração de energia neste período do ano.

De acordo com o órgão, a redução do volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, característica do período seco, exige maior utilização das usinas termelétricas para garantir o abastecimento do sistema elétrico nacional. Como o custo de produção nessas unidades é mais elevado, o impacto é repassado aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias.

Entre janeiro e abril deste ano, o país permaneceu sob bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de luz. Em maio, a bandeira amarela voltou a ser acionada e seguirá em vigor também durante o próximo mês.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de informar aos consumidores as condições de geração de energia no país. Quando a bandeira é verde, não há cobrança extra. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam aumento nos custos de produção e resultam em acréscimos na tarifa.

Atualmente, a bandeira amarela representa cobrança adicional de um real e oitenta e oito centavos a cada cem quilowatts-hora consumidos. No patamar um da bandeira vermelha, o valor sobe para quatro reais e quarenta e seis centavos. Já no patamar dois, o adicional chega a sete reais e oitenta e sete centavos para o mesmo consumo.

A Aneel destaca que o acompanhamento das condições climáticas e dos níveis dos reservatórios é realizado mensalmente para definir a bandeira tarifária aplicada aos consumidores em todo o país.

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