Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação/PF
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Operação da Ficco inutilizou estruturas em áreas de floresta e mira logística de facções criminosas; locais serão monitorados por satélite

Agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) destruíram pistas de pouso clandestinas utilizadas pelo tráfico internacional de drogas em municípios do interior do Amazonas. A operação, iniciada na terça-feira (5) e com ações até esta quinta-feira (7), teve como alvo estruturas construídas em áreas de floresta para a logística de organizações criminosas.

Segundo a Polícia Federal (PF), as pistas recebiam aeronaves vindas de países vizinhos, como Colômbia, Peru e Venezuela. Após o pouso, a droga era transferida para embarcações que seguiam viagem pelos rios da região.

Para inutilizar os locais, os agentes cavaram crateras e detonaram explosivos, impedindo pousos e decolagens.

“Agora a gente vai atacar essa parte logística para justamente inutilizar, para que o tráfico não consiga mais utilizar essas pistas no transporte de entorpecentes”, afirmou o delegado da PF no Amazonas, Victor Motta.

A PF informou que as áreas destruídas serão monitoradas por satélite para evitar reconstruções. As pistas já eram conhecidas pelas forças de segurança e estavam ligadas a operações recentes contra o narcotráfico.

Contexto

Neste ano, ações da PF já resultaram na destruição de aeronaves, apreensão de armas de grosso calibre, quase uma tonelada de drogas e prisões de suspeitos ligados ao tráfico internacional.

A Ficco é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e outros órgãos de segurança.

Amazônia e pistas clandestinas

Um levantamento do Ministério da Defesa, obtido pelo jornal O Globo via Lei de Acesso à Informação, aponta que a Amazônia possui 2.837 pistas clandestinas ligadas ao tráfico e ao garimpo ilegal.

  • Mato Grosso: 967 pistas
  • Pará: 942 pistas
  • Roraima: 385 pistas

Segundo o delegado Victor Motta, os grupos criminosos têm alto poder financeiro e tentam se misturar à sociedade.

“São pessoas que moram em residências de alto padrão e conseguem adquirir aeronaves, helicópteros e aviões. Elas atuam no tráfico, mas se misturam no meio da sociedade”, disse.

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