Política e Economia

Foto: Valter Campanato/Agência Bra
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IPCA registra menor índice em oito meses; alimentos ficam mais baratos pela primeira vez desde novembro de 2025 e ajudam a conter a inflação

A inflação oficial do país desacelerou para 0,16% em junho, o menor resultado mensal desde outubro de 2025. O principal fator para a redução foi a queda nos preços dos alimentos, que registraram a primeira deflação desde novembro do ano passado.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,36% no primeiro semestre e de 4,64% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,72% registrados até maio, mas ainda acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%.

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,24%, influenciado principalmente pela redução dos preços da alimentação consumida em casa, que ficou 0,39% mais barata no mês.

Entre os produtos que mais contribuíram para a queda estão o café moído, frutas, carnes, açaí, óleo de soja e tomate.

Já os maiores impactos de alta vieram do grupo Habitação, que avançou 0,63%. A energia elétrica residencial subiu 1,53%, refletindo a manutenção da bandeira tarifária amarela e reajustes aplicados em algumas capitais.

No grupo Transportes, as passagens aéreas registraram alta de 7,12%. Em contrapartida, os combustíveis ficaram mais baratos, com redução nos preços do etanol, diesel, gasolina e gás veicular.

Segundo o IBGE, mais da metade dos produtos e serviços pesquisados apresentou aumento de preços em junho, mas o índice de difusão caiu para 54%, o menor desde outubro de 2025, indicando desaceleração da pressão inflacionária.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial utilizado pelo Banco Central para acompanhar o cumprimento da meta de inflação, atualmente fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

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