Ciência e Tecnologia

Foto: Divulgação
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Tecnologia vai transformar resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante, unindo sustentabilidade, inovação e educação ambiental em dez escolas do Amazonas

Resíduos orgânicos produzidos diariamente em escolas públicas do Amazonas deixarão de ser descartados para gerar energia renovável, biofertilizante e aprendizado. A primeira unidade do projeto Escolas do Futuro será inaugurada no dia 10 de agosto, na Escola Estadual Cid Cabral, em Manaus, com a instalação de um biodigestor capaz de transformar restos de alimentos em biogás e fertilizante natural.

A iniciativa é desenvolvida pela Eneva, em parceria com a Amazônia B e o Instituto Ecoleta, e será implantada em dez escolas públicas: quatro em Manaus, duas em Silves, duas em Itapiranga e duas em Rio Preto da Eva.

Na Escola Estadual Cid Cabral, que atende cerca de 250 estudantes em tempo integral e prepara aproximadamente 750 refeições por dia, o equipamento receberá cerca de 250 quilos de resíduos orgânicos por mês. O material será convertido em biogás, utilizado na cozinha da escola, e em biofertilizante para as hortas e áreas verdes da unidade.

Além do benefício ambiental, o biodigestor fará parte das atividades pedagógicas. A proposta é aproximar os estudantes de temas como bioeconomia, economia circular, inovação, mudanças climáticas e sustentabilidade por meio de experiências práticas no ambiente escolar.

Segundo o diretor da Amazônia B, Bellmond Viga, o objetivo vai além da instalação da tecnologia.

“Mais do que instalar um biodigestor, queremos deixar um legado para as escolas. O projeto aproxima os estudantes de soluções que já fazem parte da economia de baixo carbono e mostra, na prática, como tecnologia, sustentabilidade e inovação podem transformar a realidade”, afirmou.

Os biodigestores utilizam bactérias anaeróbias para decompor resíduos orgânicos em ambiente fechado. Durante o processo, o metano produzido é capturado e transformado em biogás para uso no preparo das refeições, enquanto o resíduo restante se converte em biofertilizante.

Com a implantação das dez unidades, a expectativa é que mais de 20 toneladas de resíduos orgânicos deixem de ser enviadas para aterros sanitários ao longo de um ano, evitando ainda a emissão de aproximadamente oito toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e cerca de 300 quilos de metano no mesmo período.

O lançamento do projeto contará com uma Feira de Sustentabilidade, oficinas, visitas guiadas ao biodigestor e atividades voltadas à economia circular, compostagem, bioeconomia e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A programação ocorrerá na manhã do dia 10 de agosto, na Escola Estadual Cid Cabral, em Manaus.

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