Amazonas teve a menor média do país no Ensino Médio, mas escolas estaduais e federais alcançaram resultados acima do índice nacional.
Apesar de o Amazonas ter registrado a menor média do país no Ideb do Ensino Médio em 2025, com 3,8 pontos, 38 escolas da rede estadual alcançaram resultados superiores à média nacional, que foi de 4,5. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) no início de agosto.
O Ideb reúne o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, medido pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com as taxas de aprovação escolar.
Escolas chegam a 6 pontos
Entre as unidades com os melhores resultados no Amazonas estão duas escolas de Manaus, que alcançaram 6,0 pontos: a Escola Estadual Professora Jacimar da Silva Gama e a EETI Marcantonio Vilaça II.
Também tiveram destaque:
- IFAM – Campus Avançado Manacapuru: 5,7;
- Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo: 5,5;
- Escola Estadual Lucas Pena, em Boca do Acre: 5,3;
- Escola Estadual Marcantonio Vilaça, em Manaus: 5,3;
- Escola Estadual Áurea Pinheiro Braga, em Manaus: 5,3;
- Colégio Nossa Senhora do Carmo, em Parintins: 5,3.
Os resultados mostram diferenças expressivas entre as escolas amazonenses, mesmo diante do desempenho geral abaixo da média nacional.
Amazonas fica abaixo da média nacional
Considerando os três principais indicadores do Ideb, o Amazonas ficou abaixo da média brasileira.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o estado alcançou 6,0 pontos, contra 6,3 da média nacional. O resultado deixou o Amazonas na 17ª posição, empatado com Pernambuco.
Nos anos finais do Ensino Fundamental, foram 4,9 pontos, enquanto o índice nacional ficou em 5,3. O estado terminou empatado com Acre, Paraíba e Tocantins.
Já no Ensino Médio, o Amazonas registrou 3,8 pontos e ficou na última posição, empatado com Roraima. A média brasileira foi de 4,5.
Escolas também registram notas baixas
O levantamento também aponta resultados abaixo de 2 pontos em algumas unidades.
As menores notas da relação foram registradas pelo Centro de Educação Indígena Uarini, com 1,9 ponto, e pela Escola Estadual Sagrada Família, em São Gabriel da Cachoeira, que teve 0,8.
Também aparecem entre os menores resultados o Centro de Educação Indígena Boca do Acre, com 2,2, e o Centro de Educação Indígena de Eirunepé, com 2,0.
Os resultados do Saeb apontaram ainda dificuldades dos estudantes amazonenses para compreender textos mais complexos e resolver problemas matemáticos envolvendo porcentagem, funções e proporcionalidade.



