Estado movimentou R$ 45,8 bilhões em 2024 e respondeu por 36,7% da receita do setor na região, segundo o IBGE
O Amazonas liderou a geração de receita bruta de serviços na Região Norte em 2024, com R$ 45,8 bilhões movimentados pelo setor, segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O valor representa 36,7% de toda a receita bruta de serviços registrada na Região Norte. O Amazonas ficou à frente do Pará, que respondeu por 36,1% da receita regional. Na sequência aparecem Rondônia, com 10,3%; Tocantins, com 7,4%; Amapá, com 3,8%; Acre, com 3%; e Roraima, com 2,7%.
No cenário nacional, a Região Norte respondeu por 3,3% da receita bruta de serviços do país. O Amazonas representou 1,2% da receita nacional e ficou na 14ª posição entre os estados brasileiros.
A pesquisa contabilizou 13.789 empresas prestadoras de serviços não financeiros no Amazonas, que empregavam 177.670 pessoas em 2024. Juntas, essas empresas registraram R$ 5,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Serviços profissionais lideram
Entre os segmentos pesquisados, os Serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram a maior quantidade de empresas e trabalhadores no Amazonas.
Foram 6.559 empresas e 84.371 pessoas ocupadas, praticamente metade de todos os trabalhadores contabilizados pela pesquisa no setor de serviços do estado.
O grupo reúne atividades como advocacia, contabilidade, arquitetura e engenharia, agências de viagens, vigilância e segurança, limpeza e conservação, paisagismo, seleção e locação de mão de obra e serviços de escritório e apoio administrativo.
O segmento também liderou em receita bruta, com R$ 13,6 bilhões.
Na sequência aparecem Outros transportes, com R$ 11 bilhões; Transporte rodoviário, com R$ 6,2 bilhões; Serviços de informação e comunicação, com R$ 4,5 bilhões; Serviços de alojamento e alimentação, com R$ 3,8 bilhões; e Armazenamento e serviços auxiliares aos transportes, com R$ 3,7 bilhões.
Setor concentra 84 mil trabalhadores
Dos 177.670 trabalhadores registrados pela PAS no Amazonas, 84.371 estavam nos Serviços profissionais, administrativos e complementares.
O segundo maior número de trabalhadores foi registrado em Serviços de alojamento e alimentação, com 24.402 pessoas, seguido pelo Transporte rodoviário, com 22.401.
Serviços de informação e comunicação empregavam 9.487 pessoas; Armazenamento e serviços auxiliares aos transportes, 8.960; Outros transportes, 7.414; e Outras atividades de serviços, 5.946.
O peso dos Serviços profissionais também aparece na folha de pagamentos. Do total de R$ 5,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações no setor amazonense, R$ 2,4 bilhões foram pagos por empresas desse segmento.
Na sequência estão Transporte rodoviário, com R$ 708,5 milhões; Serviços de alojamento e alimentação, com R$ 546,9 milhões; Outros transportes, com R$ 456,1 milhões; e Armazenamento e serviços auxiliares aos transportes, com R$ 426,2 milhões.
Pesquisa passou a abranger todo o estado
A edição de 2024 da PAS trouxe uma mudança importante na cobertura da pesquisa na Região Norte.
Até 2023, a investigação considerava apenas empresas sediadas nas capitais dos estados e nos municípios da Região Metropolitana de Belém.
A partir de 2024, a pesquisa passou a incluir empresas sediadas em todos os municípios de Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá.
A ampliação permite uma visão mais abrangente da atividade de serviços no Amazonas, incluindo empresas que estão fora da capital e que anteriormente não faziam parte da cobertura territorial da pesquisa.
Serviços movimentam R$ 3,9 trilhões no Brasil
Em todo o país, a PAS 2024 contabilizou 1,9 milhão de empresas prestadoras de serviços não financeiros, que empregavam 15,9 milhões de pessoas.
Essas empresas registraram R$ 3,9 trilhões em receita bruta de serviços e R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida. Os salários, retiradas e outras remunerações chegaram a R$ 644,2 bilhões.
O valor adicionado pelo setor alcançou R$ 2,1 trilhões.
No país, os Serviços profissionais, administrativos e complementares também tiveram a maior participação na receita operacional líquida, com 29,4%. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio ficaram em segundo lugar, com 28,3%, seguidos por Serviços de informação e comunicação, com 19%.



