Dados consideram estimativa nacional de gestações não planejadas e reforçam debate sobre acesso à informação e planejamento reprodutivo
Mais de um milhão de mulheres em idade reprodutiva vivem no Amazonas, segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando a estimativa de que 55,4% das gestações no Brasil não sejam planejadas, cerca de 43,5 mil gestações não planejadas são estimadas no estado. O custo associado a esse cenário é calculado em aproximadamente R$ 192 milhões, de acordo com dados da Organon, empresa global de saúde voltada à saúde da mulher.
Os números são utilizados para dimensionar os desafios relacionados ao acesso à informação, à contracepção e ao planejamento reprodutivo. O tema ganha destaque com a proximidade do Dia Mundial da Contracepção, celebrado em 26 de setembro.
Campanha leva debate sobre contracepção à Cidade de Deus
Para marcar a data, a Organon realiza a campanha “O que mais tem para mim?”, com ações na comunidade Cidade de Deus, em Manaus. A iniciativa pretende estimular mulheres a conhecerem as diferentes opções contraceptivas disponíveis e chegarem às consultas com mais informações e dúvidas para conversar com profissionais de saúde.
A campanha não propõe um método contraceptivo como escolha universal. A proposta é reforçar que a decisão deve considerar os planos, as preferências e as necessidades de cada pessoa, com orientação profissional.
“Quando falamos em planejamento reprodutivo, informação é uma parte fundamental da escolha. Queremos incentivar as mulheres a conhecerem suas possibilidades e a levarem suas dúvidas para a consulta, para que possam participar de uma decisão alinhada aos seus planos de vida”, afirma Tassia Ginciene, diretora de Relações Institucionais da Organon.
Implante é uma das opções contraceptivas
Entre os métodos disponíveis está o implante subdérmico de etonogestrel, um contraceptivo reversível de longa duração. Segundo as informações da campanha, o método passou a integrar as opções disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e também possui cobertura obrigatória na saúde suplementar, dentro dos critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A escolha do método, no entanto, deve ser feita individualmente, considerando as características e os objetivos de cada mulher e a orientação de um profissional de saúde.
Influenciadoras participam da ação
A campanha combina ações digitais e presença física na comunidade. Ao todo, 12 influenciadoras participam da iniciativa, entre elas Fabi Bubu, que produz conteúdo sobre família e maternidade, a médica Maju Ferreira e sete influenciadoras do Digital Favela.
Em Manaus, cartazes serão instalados em cinco bares da comunidade Cidade de Deus. A estratégia pretende levar o tema da contracepção para espaços de convivência e circulação cotidiana.
Para os profissionais de saúde, o conceito da campanha será adaptado para “O que mais tem para ela?”. A proposta é estimular a conversa nos consultórios sobre as diferentes opções contraceptivas disponíveis para as pacientes.



