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Foto: Lucas Macedo/g1 AM
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Fogo em área de resíduos no Distrito Industrial 2 dura quase 20 horas; Ipaam alerta para riscos da fumaça e acompanha situação com drone

A fumaça provocada pelo incêndio em uma área de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus, se espalhou por diferentes pontos da cidade nesta quarta-feira (7) e contribuiu para a piora da qualidade do ar. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a exposição à fumaça é prejudicial à saúde, e a população deve evitar permanecer próxima às áreas atingidas.

O incêndio começou por volta das 15h de terça-feira (6), em um terreno localizado na avenida dos Oitis. Após quase 20 horas, as chamas ainda permaneciam ativas em alguns pontos. O fogo atingiu uma área superior a 15 mil metros quadrados.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o combate completo pode levar entre 24 e 48 horas. Até a manhã desta quarta-feira, mais de 150 mil litros de água haviam sido utilizados na operação.

Fumaça se espalha pela capital

A fumaça também afetou os índices de qualidade do ar em diferentes regiões de Manaus. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram, às 6h20 desta quarta-feira, 11 pontos de monitoramento com qualidade do ar classificada como moderada e três com índices considerados ruins.

Entre as regiões que apresentavam os piores registros estavam os bairros Morro da Liberdade, Compensa e Nossa Senhora das Graças. Neste último ponto, a concentração de partículas chegou a 74,3 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Pela escala utilizada pelo Sistema Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse intervalo, a classificação varia de moderada a péssima.

Diante da presença da fumaça em diferentes áreas da capital, a fiscal e analista ambiental do Ipaam Maria do Carmo recomendou que os moradores evitem a exposição.

“Com certeza é prejudicial. Está altíssima, então o ideal é se afastar, usar máscara e esperar dispersar”, orientou.

Ipaam acompanha área com drone

A fumaça e os focos de incêndio também dificultaram a entrada dos fiscais no terreno. De acordo com o Ipaam, ainda existe risco de explosões e de exposição ao calor.

Por causa das condições de segurança, a equipe utiliza um drone para verificar a área e identificar os pontos atingidos pelo fogo.

Segundo Maria do Carmo, o empreendimento possui licença ambiental para receber apenas resíduos inertes, que não apresentam características combustíveis.

“Se trata de um empreendimento que tem licença, sendo que o licenciamento é para material inerte. Então não teria que ter material inflamável aí”, explicou a analista ambiental.

O instituto informou que, caso as análises técnicas confirmem o descumprimento das condições da licença ambiental, o empreendimento poderá ser autuado e multado pelos danos ambientais.

Combate pode durar até 48 horas

O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio está confinado e não oferece risco de avanço para áreas próximas. A operação conta com 16 bombeiros, quatro viaturas, brigadistas e apoio de empresas instaladas na região.

A grande quantidade de resíduos acumulados no terreno dificulta o trabalho das equipes e prolonga o combate aos focos.

Por causa da fumaça intensa e do calor, funcionários de empresas próximas também foram orientados a deixar temporariamente os locais de trabalho.

O Ipaam informou que continuará acompanhando a situação e deverá avaliar as condições do terreno após a redução dos riscos, quando será possível realizar uma inspeção mais detalhada da área.

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