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Foto: Lucas Macedo/g1
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Capital marcou índice AQI de 148 nesta quarta-feira (28), enquanto estações apontaram níveis de poluição entre ruim e muito ruim no Amazonas

Manaus registrou a pior qualidade do ar do Brasil na manhã desta quarta-feira (28), segundo dados da plataforma internacional IQAir. Por volta das 6h20, a capital amazonense apresentava Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148, classificado como prejudicial para grupos sensíveis. A concentração de partículas finas chegou a 54,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também indicaram piora da qualidade do ar em diferentes pontos da capital. No bairro Morro da Liberdade, uma das estações registrou concentração de partículas de 81,8 µg/m³.

As medições ocorreram em meio ao alerta do governador do Amazonas, Roberto Cidade, sobre a possibilidade de fumaça proveniente de queimadas no sul do Pará chegar ao estado nos próximos dias. Apesar da coincidência, os dados apresentados não confirmam que a fumaça registrada em Manaus tenha origem nos incêndios paraenses.

Interior também registra índices elevados

O monitoramento do Selva apontou concentrações elevadas de partículas finas em municípios do interior do Amazonas. Confira os índices registrados:

  • Iranduba: 106,5 µg/m³;
  • Maués: 88,4 µg/m³;
  • Itacoatiara: 73,4 µg/m³;
  • Urucurituba: 60,2 µg/m³.

Em diferentes pontos monitorados, a qualidade do ar foi classificada entre ruim e muito ruim, conforme a escala utilizada pelo sistema.

Pelo indicador do Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse intervalo, a classificação piora conforme o aumento da poluição.

Fumaça de queimadas no Pará pode chegar ao estado

Na segunda-feira (26), o governador Roberto Cidade afirmou que a fumaça de incêndios no sul do Pará poderia atingir o Amazonas em dois ou três dias. Segundo ele, os focos estavam concentrados principalmente na região de Itaituba, próxima à divisa entre os estados.

Durante uma coletiva de imprensa, Cidade informou que o governo estadual pretendia entrar em contato com a administração paraense para discutir medidas de combate às queimadas.

“Grande parte de onde está tendo queimadas é no sul do Pará, é ali em Itaituba, na fronteira com o nosso estado, ali no Baixo Amazonas. Nós já estamos trabalhando para que a gente possa fazer a nossa parte aqui no nosso estado, mas também vou pedir junto com a nossa equipe para entrar em contato com o governo do Pará”, afirmou.

A piora da qualidade do ar exige atenção, especialmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares. A exposição à fumaça e às partículas finas pode agravar problemas de saúde, sobretudo quando os níveis de poluição permanecem elevados.

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