Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação
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Terminais administrados pela VINCI Airports registraram crescimento de 31% entre 2022 e 2025 e ampliaram a conectividade aérea e as ações de sustentabilidade na região

Os sete aeroportos administrados pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, integrante da rede VINCI Airports, movimentaram cerca de 13 milhões de passageiros em 2025, um crescimento de aproximadamente 31% em relação a 2022. Os dados foram divulgados pela empresa durante o balanço dos cinco anos da concessão, que abrange os terminais de Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Cruzeiro do Sul, Tabatinga e Tefé.

Segundo a concessionária, o período foi marcado pela abertura de 11 novas rotas aéreas, sendo oito nacionais e três internacionais, além de investimentos em infraestrutura e iniciativas voltadas à redução dos impactos ambientais das operações.

Para o CEO da VINCI Airports para os Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, a conectividade aérea tem impacto direto no desenvolvimento regional.

“Entendemos que, nessa região, conectar vai muito além de aproximar destinos. Significa criar oportunidades, fortalecer a economia, facilitar o acesso a serviços e aproximar pessoas. Os avanços que alcançamos nesses primeiros anos são resultado do nosso compromisso em desenvolver ainda mais essa conectividade, contribuir para o desenvolvimento da região e por um futuro mais sustentável”, afirmou.

Novas rotas ampliam a conectividade

A expansão da malha aérea está entre os principais avanços destacados pela concessionária. A abertura de novas rotas e o aumento da frequência de voos buscam ampliar as opções de deslocamento e facilitar a integração da Amazônia com outras regiões do país e do exterior.

Em 2026, Manaus ganhou uma ligação direta com Boa Vista, além de ampliação de frequências para Rio Branco e aumento da oferta de voos para Fortaleza. Porto Velho passou a contar com mais conexões para Rio Branco e Cuiabá. Já Rio Branco teve aumento na oferta de voos para Guarulhos e Boa Vista e ganhou uma ligação direta com Campinas.

O transporte de cargas também ganhou relevância, especialmente no Manaus Airport, que atende às demandas logísticas do Polo Industrial de Manaus. Em agosto de 2026, o terminal iniciou a primeira operação cargueira internacional regular entre Manaus e Lima, no Peru.

De acordo com a concessionária, as novas ligações resultam do trabalho conjunto com companhias aéreas e órgãos governamentais ligados ao turismo. A empresa avalia que a ampliação da conectividade pode favorecer atividades como comércio, turismo e prestação de serviços.

Aeroportos avançam em sustentabilidade

A redução dos impactos ambientais também integra as ações da concessionária. As iniciativas incluem medidas de eficiência energética, gestão de resíduos, uso responsável dos recursos naturais e redução das emissões de gases de efeito estufa. Segundo a empresa, as ações resultaram em uma redução acumulada de 77,7% nas emissões dos sete aeroportos administrados.

Em 2026, quatro terminais — Manaus, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco — alcançaram o nível 3 do programa internacional Airport Carbon Accreditation (ACA), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI). A certificação reconhece práticas estruturadas de gestão e redução das emissões de carbono. Os aeroportos de Tabatinga, Tefé e Cruzeiro do Sul obtiveram o nível 1, voltado à medição e ao acompanhamento das emissões.

Outro reconhecimento foi o Green Airports Recognition 2026, concedido pelo ACI-LAC, por uma solução que combina monitoramento ambiental automatizado e inteligência artificial para identificar alterações em parâmetros ambientais e apoiar respostas a emergências. A concessionária também recebeu reconhecimentos em 2023 e 2024.

Em Manaus, a modernização do sistema de climatização do aeroporto rendeu o Prêmio Destaques do Ano 2025, concedido pela Smacna Brasil/Abrava. Segundo a empresa, a solução reduziu em até 40% o consumo de eletricidade e incorporou o reaproveitamento de água.

Ao completar cinco anos de concessão, a empresa destaca os investimentos em infraestrutura, a ampliação das rotas e as iniciativas ambientais como parte da estratégia para fortalecer a mobilidade e a integração da Amazônia com o restante do Brasil e o mercado internacional.

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