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Foto: Reprodução
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Campanha reforça a importância da palpação das mamas e do diagnóstico precoce, já que a doença é comum em cadelas e também afeta gatas

A campanha Outubro Rosa também chama a atenção para o câncer de mama em animais de estimação. A iniciativa busca conscientizar tutores sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da neoplasia mamária, considerada o tipo de câncer mais comum entre cadelas e uma das ocorrências mais frequentes em gatas.

Levantamento do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) aponta que aproximadamente 45% das cadelas e 30% das gatas desenvolvem tumores ao longo da vida. Segundo a médica veterinária Ádria Camila Souza da Silva, sócia-fundadora do Centro de Especialidades Cirúrgicas e Veterinárias (CECV), fatores como idade avançada, uso de anticoncepcionais ou de medicamentos para inibir o cio e alimentação inadequada podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

“E cabe salientar que a doença não se restringe às fêmeas. Os machos também podem sofrer com neoformações nas mamas, embora em um percentual bem menor”, destaca.

Como identificar alterações nas mamas

Especializada em cirurgia oncológica e reconstrutiva e em videocirurgia em pequenos animais, Ádria orienta que os tutores façam a palpação regular das glândulas mamárias dos pets para identificar possíveis alterações.

“Basta pressionar a mama do pet. Caso sinta um caroço, uma formação de uma massa, bem como perceba uma coloração fora do normal ou até secreção, já pode iniciar a procura por um acompanhamento profissional especializado. Aí fazemos o exame inicial, que é a citologia, ou seja, coletamos material daquela mama para saber como proceder: se é um tumor maligno ou benigno e se o paciente vai passar por cirurgia ou outro tipo de tratamento”, explica.

A orientação é procurar um médico-veterinário ao perceber nódulos, mudanças na coloração da pele ou secreções. A avaliação profissional é necessária para identificar a causa da alteração e definir a conduta adequada.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento

O Brasil tem uma população estimada em 160,9 milhões de animais de estimação, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil. Nesse cenário, consultas regulares e exames veterinários são importantes para acompanhar a saúde dos animais e identificar doenças em fases iniciais.

De acordo com Ádria, o tratamento pode incluir cirurgia, acompanhamento clínico ou a combinação de diferentes abordagens, conforme o tipo de tumor e as condições de saúde do animal.

A veterinária alerta que alterações mamárias sem acompanhamento podem evoluir, provocar inflamações e feridas e, em casos malignos, levar à metástase, quando as células cancerígenas se espalham para outros órgãos. O pulmão está entre os locais que podem ser atingidos.

Por isso, a recomendação é não esperar que um nódulo aumente de tamanho para buscar atendimento. A avaliação precoce permite investigar a alteração e definir as opções de tratamento com mais rapidez.

“Na oncologia veterinária, cada caso tratado a tempo representa uma vida preservada, um vínculo protegido, uma história que continua”, conclui a especialista.

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