Telhas de zinco foram arrancadas pelo vento no Conjunto Hiléia, no bairro Redenção, e caíram sobre a rede elétrica. Bombeiros atenderam a ocorrência.
Uma casa no Conjunto Hiléia, bairro Redenção, na zona Centro-Oeste de Manaus, teve parte do telhado arrancada durante o temporal que atingiu a capital na tarde desta sexta-feira (30). O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi acionado e enviou uma equipe ao local para atender à ocorrência.
Imagens registradas no endereço mostram que as telhas de zinco foram parcialmente desprendidas da estrutura da residência. Segundo os bombeiros, o material foi lançado pelo vento e caiu sobre os fios da rede elétrica da rua.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação de pessoas feridas nem detalhes sobre as condições estruturais do imóvel.
Chuva provoca alagamentos em outros bairros
O temporal também provocou alagamentos em diferentes áreas de Manaus. Na Rua Oscar Borel, no bairro Compensa, na zona Oeste, a água transbordou e alcançou a frente de uma banca de frutas.
Nas proximidades do Parque Gigantes da Floresta, no bairro Novo Aleixo, na zona Norte, uma rua ficou coberta pela água. Imagens mostram veículos atravessando o trecho alagado.
Em um intervalo de 40 minutos, a Defesa Civil emitiu dois alertas para riscos de alagamentos e deslizamentos de terra. O órgão orientou os moradores a se afastarem de encostas e procurarem locais seguros.
Chuva também afeta fornecimento de energia
A chuva provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica em Manaus e em municípios da Região Metropolitana. Em nota, a concessionária Âmbar Energia informou que os serviços de manutenção e normalização do sistema seriam retomados quando as condições meteorológicas permitissem.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), havia previsão de novas pancadas de chuva durante a tarde e a noite de sexta-feira, com temperaturas entre 27°C e 35°C. Para sábado (31), a previsão indicava possibilidade de chuva isolada, com mínima de 25°C e máxima de 35°C.
O temporal ocorreu durante a transição entre o verão amazônico, período de temperaturas mais elevadas e menor volume de chuva, e o inverno amazônico, quando as precipitações se tornam mais frequentes.
De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, essa mudança ocorre neste ano sob influência do El Niño, fenômeno que altera a circulação atmosférica e pode modificar a distribuição das chuvas em diferentes regiões do Brasil.



