Cultura e TurismoEducação

Foto: Redes Sociais
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Ator e diretor morreu aos 30 anos e deixou trabalhos no teatro musical, na ópera e no cinema, além de reconhecimento em importantes festivais e espaços culturais do país.

O ator e diretor teatral amazonense Matheus Sabbá morreu na quarta-feira (28), aos 30 anos. A morte foi confirmada na quinta-feira (29) pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM). A causa e o local da morte não foram divulgados.

Formado em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Matheus construiu uma carreira nas artes cênicas, com atuação principalmente no teatro musical e na ópera. Ao longo da trajetória, participou de produções apresentadas em eventos e espaços culturais de destaque, como o Festival Amazonas de Ópera (FAO), o Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc), o Theatro Municipal de São Paulo e o Theatro São Pedro.

Um dos trabalhos de maior projeção foi a direção do musical A Caixa Mágica do Natal, montagem reconhecida com premiações no Cenym e no Prêmio Brasil Musical. O artista também atuou no cinema e integrou o elenco do filme O Último Azul (2024), ao lado de Rodrigo Santoro.

Atuação na ópera e no teatro musical

A ópera teve papel importante na trajetória de Matheus. Em 2025, ele trabalhou como assistente de direção na montagem de Madama Butterfly, apresentada no Femusc. Em janeiro de 2026, assinou a direção de cena de Onheama, ópera de João Guilherme Ripper, também apresentada no festival.

A montagem abordou temas como ancestralidade e conexão com a natureza. Na adaptação, a personagem indígena Iporangaba assumiu o protagonismo e foi representada como uma guerreira.

O sepultamento do artista será realizado em Manaus. Até a última atualização das informações divulgadas, a data e os detalhes da cerimônia não haviam sido informados.

Artistas lamentam a morte

A morte de Matheus provocou manifestações de pesar entre amigos, artistas e instituições culturais. Nas redes sociais, pessoas próximas destacaram o talento, o bom humor e a contribuição dele para as artes cênicas.

O ator amazonense Adanilo publicou uma homenagem e relembrou a personalidade alegre do amigo.

“Hoje perdi um amigo querido, um dos caras mais alto astral e divertido que já conheci. Você vai fazer muita falta, irmão! Muita luz na sua passagem!”, escreveu.

A cantora e compositora amazonense Cella também compartilhou fotos ao lado de Matheus. Ela afirmou que o artista foi responsável por aproximá-la do teatro e teve influência direta em sua formação.

“Matheus revolucionou o teatro no Amazonas e deixou uma marca que ninguém nunca vai apagar”, publicou.

A cantora também lamentou os projetos que os dois ainda planejavam realizar juntos e destacou a influência do amigo em sua trajetória artística.

“Tem tanto dele em quem eu sou, na artista que me tornei, no amor e dedicação que eu tenho pela arte. […] Prometo continuar sonhando por nós”, escreveu.

As cantoras amazonenses Márcia Novo e Lucilene Castro também lamentaram a perda. “Descanse em paz, meu amigo. Estamos arrasados com sua partida precoce. Vais deixar muita saudade, te amo”, escreveu Márcia Novo. Lucilene destacou o talento do artista: “Grande talento. Uma perda pra nossa arte”.

Instituições destacam legado cultural

A Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) divulgou uma nota de pesar e ressaltou a contribuição de Matheus para o teatro musical no estado.

“Com uma trajetória marcada pelo talento e pela dedicação às artes cênicas, Matheus deixa um legado significativo para o teatro amazônida, sendo uma importante referência ao Teatro Musical no Amazonas”, afirmou a entidade.

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e o Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc) também prestaram homenagens.

A escola de samba Unidos do Alvorada, da qual Matheus participou na comissão de frente da bateria, divulgou uma nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares, especialmente ao pai do artista, William Sabbá, e à madrasta, Maria Aparecida Sabbá, madrinha de bateria da agremiação.

“Matheus fez parte da história da nossa escola de samba, tendo integrado a comissão de frente da bateria, deixando sua contribuição e fazendo parte da trajetória da nossa agremiação”, declarou a escola.

Você também pode gostar

Editorias