Estudo do IPC Maps 2025 revela que, enquanto o Brasil deve crescer 3,01%, o Amazonas projeta alta de 1,66% e Manaus apenas 0,33%. Interior do estado puxa avanço econômico.
O potencial de consumo no Amazonas deve crescer 1,66% em 2025, abaixo da média nacional de 3,01%, segundo dados do Anuário IPC Maps 2025, divulgado nesta quinta-feira (29). O cenário é ainda mais desafiador para Manaus, cuja previsão é de crescimento de apenas 0,33%, o menor entre os dez maiores municípios do estado.
O responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, explica que essa tendência não é isolada. “As 27 capitais vêm perdendo participação ao longo dos últimos anos. Isso reflete uma descentralização econômica, com o interior ganhando força”, afirma.
O levantamento mostra que, enquanto a capital enfrenta desafios, o interior do Amazonas tem avançado economicamente, impulsionado pela expansão de serviços, comércio e maior circulação de renda nas cidades fora de Manaus.
A expectativa é que o Amazonas movimente R$ 602,1 bilhões em consumo ao longo de 2025, o que representa 7,4% do total nacional. A pesquisa também aponta uma transformação no perfil empresarial: as Microempresas (MEs) estão crescendo mais do que os Microempreendedores Individuais (MEIs), indicando um ambiente de negócios mais estruturado no estado.
Outro dado relevante do estudo é a mudança no comportamento do consumidor. No Brasil, os gastos com veículos próprios lideram o orçamento das famílias, somando R$ 885,9 bilhões, à frente de despesas como alimentação no domicílio, que deve movimentar R$ 780,5 bilhões.
Apesar da expansão no mercado, Manaus precisa se adaptar a essa nova dinâmica econômica, marcada por uma descentralização do consumo e pela necessidade de fortalecer setores que impulsionem o desenvolvimento sustentável.
O especialista alerta que o Amazonas precisa adotar estratégias para valorizar seu potencial econômico, aproveitando características únicas, como a biodiversidade, o turismo ecológico e a cultura local, para enfrentar a concorrência de outras regiões do país, que estão se reposicionando no cenário econômico.



