Política e Economia

Foto: Paulo Bindá
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Grupo cobra criação de cargos efetivos e critica número elevado de servidores comissionados, cedidos e estagiários

Aprovados no concurso público de 2023 do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) realizaram, na manhã desta quinta-feira (24), um protesto em frente à sede da instituição, no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus. Com faixas, apitos e gritos de ordem, os manifestantes cobraram mais agilidade na nomeação dos concursados e maior transparência quanto ao andamento do processo, especialmente para os que integram o cadastro de reserva.

A manifestação reuniu candidatos aprovados para diversos cargos, que relataram frustração diante da demora nas convocações. Eles também denunciaram o número expressivo de servidores temporários ainda em atividade no órgão, como comissionados, cedidos e estagiários.

“Estamos aqui hoje para reivindicar sermos chamados, nomeados pelo Ministério Público, que hoje tem uma grande necessidade funcional e estrutural de servidores. No entanto, a instituição mantém um grande número de temporários e não chama seus concursados”, afirmou Caroline Moraes, representante dos aprovados. Ela criticou o número de nomeações feitas até agora, classificando como “extremamente tímido” diante da demanda do órgão.

Segundo os manifestantes, o principal ponto de reivindicação é a criação de 136 cargos efetivos, prometidos durante o certame, mas que ainda não foram implementados. “Em vez de criar os cargos efetivos, estão tentando aprovar projetos para chamar mais comissionados. Isso vai contra os princípios da legalidade e da valorização do serviço público”, completou Caroline.

Rana Lopes, aprovada para o cargo de agente técnico administrador, também participou do ato e reforçou o apelo: “Nossa luta é pelo desarquivamento do projeto de criação dos 136 cargos efetivos. Hoje temos um número exorbitante de comissionados, cedidos e estagiários em relação aos servidores efetivos. Queremos o cumprimento da lei e o fim da precarização do serviço público”.

Os manifestantes também denunciaram dificuldade de diálogo com a administração superior do MP-AM. “Tentamos contato com o gabinete da Procuradora-Geral de Justiça, com a ouvidoria e com o sindicato, mas não obtivemos resposta. Só hoje, com a manifestação, uma comissão foi recebida”, afirmaram.

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Ministério Público do Amazonas (SINDSEMP-AM), Wladia Maia, também participou do ato e declarou apoio à mobilização. “O sindicato mantém seu compromisso com a defesa do concurso público e da ocupação dos cargos efetivos no MP-AM. O ingresso por meio de concurso é essencial para a valorização do serviço público, e não podemos compactuar com a precarização das funções”, afirmou.

Até a última atualização desta reportagem, o Ministério Público do Amazonas não havia se manifestado oficialmente sobre as reivindicações.

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