Com mercado aquecido, país tem aumento no número de trabalhadores formais e na massa salarial, segundo Pnad Contínua do IBGE
O Brasil alcançou, no segundo trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012: 5,8%, conforme aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (31).
O resultado representa uma redução significativa em comparação ao primeiro trimestre (7%) e ao segundo trimestre de 2024 (6,9%). No conjunto dos três meses encerrados em junho, o país contabilizou 102,3 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 6,3 milhões desocupadas — uma queda de 17,4% no número de pessoas à procura de emprego.
Trabalho formal em alta
O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 39 milhões de pessoas, o maior já registrado pelo IBGE, com crescimento de 0,9%. Já os empregados sem carteira formal chegaram a 13,5 milhões (+2,6%). A taxa de informalidade caiu para 37,8%, a menor desde 2020.
O número de desalentados — pessoas que não procuram emprego por acreditarem que não conseguirão — também recuou, totalizando 2,8 milhões, o menor nível desde 2016.
Salário e impacto econômico
O aquecimento do mercado de trabalho refletiu diretamente no bolso do trabalhador. O rendimento médio mensal subiu para R$ 3.477, o maior valor já apurado. O índice representa alta de 1,1% em relação ao primeiro trimestre e de 3,3% comparado ao mesmo período do ano passado.
A massa de rendimentos — soma total dos salários pagos — também bateu recorde: R$ 351,2 bilhões, com crescimento de 5,9% (R$ 19,7 bilhões) frente ao segundo trimestre de 2024.
Metodologia atualizada
Esta edição da Pnad é a primeira a utilizar ponderação baseada no Censo Demográfico de 2022, promovendo maior precisão estatística. A pesquisa cobre todas as formas de ocupação para pessoas com 14 anos ou mais e foi realizada em mais de 211 mil domicílios em todo o país.
🌟 Com crescimento nos empregos formais, alta salarial e retração da informalidade, o cenário do trabalho no Brasil apresenta sinais positivos para o segundo semestre de 2025.



