Refinaria da Amazônia afirma que preços inviabilizam operação e garante que abastecimento no estado não foi afetado
A Refinaria da Amazônia (Ream) se posicionou contra o relatório do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP), que aponta queda na produção da unidade desde a privatização em 2022 e sugere priorização da importação de derivados. Segundo a Ream, a empresa tem total interesse em processar o petróleo produzido em Urucu, mas os preços atuais do insumo inviabilizam a operação.
Em nota, a empresa, hoje controlada pelo Grupo Atem, afirmou ter “total interesse” em adquirir o petróleo produzido em Urucu, mas que os preços atuais do insumo não viabilizam a operação. Segundo a Ream, a decisão de escoar o produto para fora da região, ainda que com custos logísticos maiores, tem sido adotada como forma de garantir o abastecimento.
O relatório do Ineep sugeria que a refinaria estaria priorizando a importação de derivados, o que teria contribuído para a elevação dos preços no estado. A Ream, no entanto, afirmou que responde por cerca de 30% do abastecimento do Amazonas e que os valores finais ao consumidor são definidos por fatores externos, como logística, impostos, margens das distribuidoras e revendedores.
Produção e modernização
A empresa confirmou que houve redução temporária da produção em 2024, mas atribuiu o fato à manutenção programada para modernização da unidade, construída na década de 1950. O processo, segundo a Ream, foi comunicado e acompanhado pelos órgãos reguladores.
Mesmo durante o período de obras — e em meio à estiagem histórica de 2023 e 2024 —, a refinaria garantiu que não houve interrupção no fornecimento de combustíveis ao mercado. Desde a aquisição, o Grupo Atem afirma já ter investido mais de R$ 400 milhões em melhorias voltadas à segurança operacional, eficiência energética e atualização de processos.
Esclarecimentos sobre o GLP
A refinaria também esclareceu que não comercializa gás de cozinha (GLP), atuando apenas no armazenamento e entrega do produto para as distribuidoras, sem qualquer interferência nos preços.
Compromisso regional
A Ream destacou ainda que está apta a operar de forma contínua e ajustar sua produção conforme a demanda. Em comunicado, o Grupo Atem reafirmou compromisso com a geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva local e abastecimento seguro da região amazônica.
Nota da Ream na íntegra
“A Refinaria da Amazônia (Ream) esclarece que não define os preços dos combustíveis no Amazonas. Embora tenha capacidade para atender plenamente a demanda regional, hoje a Ream responde por cerca de 30% do suprimento. Essa participação não decorre de decisão da refinaria, mas sim da escolha das distribuidoras com a alternativa da importação direta de derivados ou outras formas de aquisição no mercado. Assim, os preços finais ao consumidor refletem fatores de mercado — como custos de importação, tributos, logística e margens aplicadas por distribuidoras e postos revendedores — e não são determinados pela refinaria.
Sobre o GLP (gás de cozinha) é importante destacar que a Ream não comercializa o produto, sua atuação se limita exclusivamente ao recebimento e armazenamento do produto para entrega às distribuidoras, sem qualquer influência sobre preços ou condições de venda.
A Ream tem total interesse em adquirir o petróleo produzido em Urucu para fortalecer o abastecimento regional. No entanto, o insumo não é ofertado a preços que viabilizem essa alternativa. Em vez de atender a refinaria local, o produto é escoado para fora da região norte, ainda que isso represente prejuízo logístico e econômico. Trata-se de uma decisão que contraria a lógica de eficiência, pois seria natural priorizar o fornecimento à refinaria instalada no Amazonas. Diante desse cenário, a importação de derivados acaba se mostrando, de forma concreta, a opção mais viável para garantir o abastecimento.
A redução temporária da produção em 2024 decorreu de manutenção programada para modernização da refinaria, construída na década de 1950. O processo foi devidamente comunicado e acompanhado por todos os órgãos reguladores competentes. Mesmo nesse período – e em meio à estiagem histórica de 2023 e 2024 – a unidade manteve o abastecimento regular do mercado, sem qualquer interrupção.
Desde sua aquisição, o Grupo Atem já investiu mais de R$ 400 milhões em melhorias estruturais, com foco em segurança operacional, eficiência energética e modernização de processos. A refinaria está apta a operar de forma contínua, ajustando sua produção conforme a demanda.
O Grupo Atem reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da Amazônia, a geração de empregos, o fortalecimento da cadeia produtiva local e o fornecimento seguro, transparente e sustentável de combustíveis para a região.”
Fonte: Realtime1



