Apesar da alta capacidade da rede municipal, apenas 27 mil mulheres fizeram o exame de janeiro a setembro de 2025
A mamografia, exame essencial para a detecção precoce do câncer de mama, ainda enfrenta baixa procura em Manaus, mesmo com a alta capacidade instalada da rede municipal de saúde.
Em 2024, foram realizadas 28 mil mamografias, equivalente a apenas 30% do público estimado para rastreio. Neste ano, entre janeiro e setembro, 27 mil mulheres realizaram o exame.
Para a enfermeira Lúcia Freitas, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, o município possui estrutura suficiente para atender toda a população de risco, com exames disponíveis em seis unidades de saúde e em cinco Unidades Móveis de Saúde da Mulher.
“É um exame que permite o diagnóstico precoce, possibilitando tratamento inicial e aumentando as chances de cura para 95%”, destacou Lúcia.
O rastreio é indicado principalmente para mulheres de 50 a 74 anos, enquanto mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 devem realizar o exame por demanda, considerando histórico familiar e sintomas. Dados da Semsa apontam que 62,54% das lesões precursoras do câncer de mama identificadas entre 2020 e 2024 ocorreram no grupo de 50 a 69 anos.
O exame permite detectar alterações suspeitas que podem requerer ultrassonografia ou biópsia. Entre os sinais de alerta estão: nódulo mamário, edema cutâneo, retração ou inversão do mamilo, descamação, ulceração ou secreção.
As mamografias nas unidades móveis não exigem encaminhamento para mulheres na faixa de rastreio. A lista das unidades que oferecem o exame pode ser consultada no site da Semsa.
Durante o Outubro Rosa, a Prefeitura intensifica ações de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 420 casos anuais da doença em Manaus entre 2023 e 2025.



