Ciência e Tecnologia

Foto: Arquivo da comunidade
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Safra da borracha está atrasada em até dois meses; 16 municípios já decretaram emergência e mais de 158 mil pessoas foram afetadas pelas inundações no Amazonas

A Associação dos Produtores Agroextrativistas da Comunidade José Gonçalves (Apacjg), em Lábrea, teme perder cerca de R$ 500 mil devido ao atraso na produção de látex provocado pela cheia extrema do rio Purus. Os seringais da Reserva Extrativista (Resex) do Médio Purus estão alagados, impedindo o início da safra.

O produtor Antônio Lima relatou que a subida do rio compromete as árvores em áreas de várzea e aterros, onde a água permanece por longos períodos. “Com a subida do rio atrapalha porque a maioria dos seringais fica em área de várzea. Os aterros matam as árvores porque elas ficam muito tempo submersas”, explicou.

A expectativa é que a extração só comece em julho, com dois meses de atraso. Além da paralisação, os extrativistas perderam kits de trabalho levados pelas águas.

Apoio emergencial

Para minimizar os prejuízos, a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) entregou 100 kits de extração. A prefeitura de Lábrea ampliou a construção de trapichos e oferece apoio logístico às comunidades.

Situação no estado

Até agora, 16 municípios decretaram emergência, incluindo Lábrea, Boca do Acre, Tabatinga e Tonantins. O Governo do Amazonas estima 158.411 pessoas afetadas pelas inundações. A Defesa Civil enviou 125 kits de purificadores de água do projeto Água Boa para 21 municípios, já que o acesso à água potável fica comprometido durante cheias severas.

Contexto climático

O Comitê Técnico-Científico do Governo do Amazonas informou que os efeitos do La Niña chegaram ao fim. O fenômeno intensificou as chuvas nos primeiros meses de 2026, com destaque para fevereiro (350 mm acumulados). Agora, o estado vive um período de transição, com possibilidade de entrada do El Niño, que tende a reduzir a formação de nuvens de chuva.

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