Petrobras também destaca preservação de 98% da área concedida e mais de 1,5 milhão de mudas plantadas em áreas reabilitadas
A Base de Urucu, polo de exploração de petróleo e gás da Petrobras localizado em Coari, no Amazonas, registrou uma redução de 80% na queima de gás desde 2016. O resultado é parte de um esforço contínuo da companhia para diminuir o uso do flare, mecanismo de segurança que queima o excedente de gás natural de forma controlada. Apenas em 2025, a queda chegou a 30%.
O flare é acionado para converter compostos inflamáveis — como metano e hidrocarbonetos leves — em CO₂ e vapor d’água, evitando riscos operacionais. Embora seja essencial para a segurança das unidades produtoras, contribui para emissões de gases de efeito estufa. A diminuição significativa desse volume em Urucu faz parte das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris, especialmente no combate ao metano, que possui potencial de aquecimento global muito superior ao do dióxido de carbono.
Preservação da floresta e reflorestamento
A Petrobras afirma que Urucu mantém 98% da área concedida intacta, utilizando apenas 2% da floresta para atividades operacionais. Nas regiões desativadas, o processo de reflorestamento é obrigatório.
Mais de 1,5 milhão de mudas de espécies nativas amazônicas já foram plantadas como parte da recuperação ambiental. O trabalho envolve comunidades da região, como destaca o viveirista de Carauari, Elbson Marques, responsável pela produção de mudas no local.
“Fico muito feliz porque é algo que gosto de fazer. Aprendi com meu pai a cuidar da fauna e da flora da Amazônia”, contou.
A coordenadora do Programa Carbono Neutro na base, Renata Fróes, reforçou que a preocupação ambiental acompanha Urucu desde sua criação, no fim da década de 1980.
“Nós extraímos gás e petróleo, fundamentais para a matriz energética, mas devolvemos a floresta do mesmo modo que ela foi entregue”, disse.
Produção com responsabilidade
Para a Petrobras, Urucu se tornou um exemplo de equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. O gerente geral da Unidade de Produção e Exploração da Amazônia, Hilter Bandeira, afirma que o modelo adotado demonstra que é possível operar na Amazônia sem comprometer sua biodiversidade.
“Estamos no coração da Amazônia e mostramos que é possível explorar petróleo e gás com responsabilidade, mantendo a biodiversidade e cumprindo todas as exigências ambientais”, destacou.
A Base de Urucu é considerada a maior província petrolífera terrestre do país e permanece como um dos centros estratégicos de produção energética nacional, agora alinhado às metas de descarbonização e sustentabilidade.



